PC Siqueira volta ao YouTube após acusações de pedofilia e investigação


Youtuber publicou primeiro vídeo inédito cinco meses após apagar o canal Maspoxavida da plataforma. PC Siqueira volta ao YouTube após acusações de pedofilia e investigação
Reprodução/Instagram
PC Siqueira voltou ao YouTube cinco meses após apagar seu canal na plataforma. O Maspoxavida ficou indisponível em junho, dias após o youtuber ser acusado de pedofilia e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo confirmar uma investigação sobre o caso.
Paulo Cezar Goulart Siqueira passou a ser investigado pela 4ª Delegacia de Proteção à Pessoa, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, após um perfil no Twitter compartilhar imagens de uma conversa em que PC teria afirmado que recebeu fotos de uma criança de 6 anos nua. O crime seria de pornografia infantil.
Na época, o youtuber publicou um texto nas redes sociais citando “articulação criminosa” para tentar acusá-lo de “algo terrível, que jamais cometi ou cometeria”.
No vídeo de retorno a YouTube PC aparece lendo e comentando notícias do mundo ao longo de quase oito minutos.
Na última semana, ele já sinalizava a volta do canal. “Por enquanto só posso postar vídeos antigos, mas veja lá pela nostalgia. Estamos voltando”, escreveu ele no Instagram na legenda de um vídeo em que aparece pregando um cartaz com o logotipo da plataforma.
Relembre o caso:
Em 10 de junho, um perfil no Twitter divulgou uma troca de mensagens supostamente envolvendo PC Siqueira. Na conversa, ele relata que recebeu imagens de uma criança de 6 anos nua. As fotos teriam sido enviadas pela mãe da criança;
Após a divulgação dos prints, PC Siqueira foi às redes sociais afirmar que se tratava de fake news. “Fui pego de surpresa ao ver meu nome sendo utilizado por uma articulação criminosa, que tentou me acusar de algo terrível, que jamais cometi ou cometeria”, escreveu o youtuber;
Em seguida, supostos áudios de PC afirmando que “deve ter um traço” de pedofilia foram compartilhados na internet. “É muito bizarro, porque, antes de ontem, eu fui acusado de racismo. Agora, eu vou ser o pedófilo, porque… É, eu meio devo ter um traço disso, porque eu olhei a bunda de uma menina e, no meio da situação, do sexo virtual, aquilo lá me deixou arroused [excitado]”;
Após a divulgação do áudio, pelo jornalista Erlan Bastos, PC deletou a mensagem sobre fake news do Instagram;
Cauê Moura e Rafinha Bastos, que participavam do canal Ilha dos Barbados com PC Siqueira, anunciaram o cancelamento do projeto e se posicionaram sobre o assunto. “Estamos perplexos e decepcionados”;
Em 15 de junho, PC fez um post em seu stories no Instagram em que cita um trecho da música “You want it darker”, de Leonard Cohen”. “You want darker, we kill the flame” (Você deseja mais escuridão, nós apagamos a chama);
No dia 16, PC Siqueira apagou seu canal no YouTube, o maspoxavida.
Em 13 de julho, a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do youtuber.
VÍDEOS: Saiba tudo o que acontece no entretenimento com o Semana Pop:

Please enter banners and links.

Jacaré, ex-É o Tchan, fala sobre racismo em programas de TV nos anos 90: ‘Só Carla Perez aparecia’


Em live, dançarino lembrou que integrantes negros eram ‘apagados’ em participações do grupo na TV: ‘Houve momentos em que eu não queria fazer aquilo, chegava no camarim e chorava.’ Edson Cardoso, o Jacaré, em foto publicada no Instagram
Reprodução/Instagram
Edson Cardoso, que ficou famoso nacionalmente como o dançarino Jacaré, do É o Tchan, revelou episódios de racismo e machismo sofridos por integrantes do grupo no auge da carreira, na segunda metade dos anos 1990.
Em uma live no perfil do Instagram “Men Do Not Dance”, ele lembrou de quando a maioria dos membros da banda eram “apagados” durante participações do É o Tchan em programas de televisão.
“Dentro da TV, todo mundo foi em cima de Carla Perez. A gente gravava os programas e, quando ia assistir, via que não aparecia muito. Só a Carla aparecia.”
“A Carla não tem culpa nenhuma. Isso é culpa do sistema, da sociedade, que quer mostrar sempre a mulher. É um grande machismo”, acrescentou.
Na época, Carla era a única integrante branca do É o Tchan, que era composto ainda por Compadre Washington, Beto Jamaica e a dançarina Débora Brasil, além de Jacaré.
“Eram quatro negros e uma loira. Chamavam sempre a mulher loira, não a Débora”, continuou Jacaré.
“A gente ficava triste, todo o grupo ficava. Houve momentos em que eu não queria fazer aquilo, chegava no camarim e chorava.”
Carla Perez, Jacaré e Débora Brasil eram dançarinos do É o Tchan na segunda metade dos anos 1990
Divulgação
‘Só queria dançar’
Na conversa com Yves Lorrhan, dono do perfil “Men Do Not Dance”, o dançarino também contou que ficava insatisfeito com a sexualização de seu trabalho.
“Eu só queria dançar. Queria que as pessoas vissem a dança, não que olhassem para o meu orgão genital, para a bunda, para a barriga. Queria que vissem o movimento do corpo inteiro, a coreografia que eu fiquei horas tentando criar.”
Ele disse que sempre foi estigmatizado por ser um homem dançarino. “Quando fiquei famoso, teve muito essa coisa de acharem que eu era gay porque estava rebolando.”
“E é uma pena porque isso fere, de certa forma, por acharem que só o gay pode rebolar, dançar, mexer. Todo mundo pode.”
Jacaré fez parte do É o Tchan por 12 anos. Desde 2016, ele vive com a família no Canadá.
VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Please enter banners and links.