Mundo quer saber em Davos o que pensa Bolsonaro, diz especialista

Jair Bolsonaro será o primeiro presidente latino-americano a abrir o WEF

Jair Bolsonaro será o primeiro presidente latino-americano a abrir o WEF
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 15.01.2019

“Mais importante do que qualquer reunião que Bolsonaro possa ter, é o discurso dele”. Assim classifica a importância da fala do presidente brasileiro em Davos o professor de Economia Internacional do Ibmec SP, Roberto Dumas. Segundo ele, “o mundo quer ouvir o que ele tem a dizer”.

Sobre como deverá ser o texto em si, Dumas diz que é dificil prever, mas que “deve ser moderado”, abordando o “lado anticorrupção do seu governo e isso deve abrir espaço para que o ministro da Justila, Sérgio Moro, deixe bem claro que o país já estava começando a mudar e vai mudar para valer, não tolerando o nível de corrupção que existia”.

O professor analisa que, em sua primeira participação no evento, é “importante que Bolsonaro vá e tire um pouco essa expectativa inicial negativa do governo brasileiro, em relação às relações exteriores. Seria o momento dele apaziguar os ânimos dos investidores internacionais e daqueles que exportam para o Brasil”.

Neste ano, estarão presentes líderes de todo o mundo, como a chanceler alemã, Angela Merkel, os primeiros ministro da Itália, Giuseppe Conte, da Espanha, Pedro Sanchez, do Japão, Shinzo Abe e de Israel, Benjamin Netanyahu, além do vice-presidente da China, Wang Qishan, e dos presidentes do Iraque, Barham Salih, da Colombia, Ivan Duque, e do Peru, Martin Alberto Vizcarra Cornejo.

A ausência mais sentida é a do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e de toda a delegação do país, cuja viagem foi cancelada nesta quinta (17) por conta da paralisação do governo.

O economista diz que Bolsonaro deve focar em “mostrar que o Brasil tem mudanças vindo à frente e que isso seria interessante para atrair mais investimentos”.