Defesa Civil isola área em risco no Residencial da Ribeira em São Luís


Durante a chuva ocorrida na segunda (14), cerca de seis casas foram interditadas e os moradores foram retirados do local. Área em risco é isolada no Residencial da Ribeira em São Luís
A Defesa Civil isolou nesta quarta-feira (16) a área próxima de uma cratera que corre o risco de desmoronar no Residencial da Ribeira, situada na zona rural de São Luís. Durante a chuva ocorrida na segunda (14), cerca de seis casas foram interditadas e os moradores foram retirados do local.
Os técnicos da Defesa Civil colocaram lonas para evitar que a água continuasse caindo em direção a cratera. Além disso, pneus foram instalados com o intuito de evitar acidentes e mostrar aos moradores que o espaço é de risco.
Muita terra foi retirada da cratera e, inclusive, um poste de iluminação pública foi retirado e muita terra foi colocado na parte do asfalto.
Técnicos da Defesa Civil colocaram lonas para evitar que a água continuasse caindo em direção a cratera
Reprodução/TV Mirante
A cratera tem cerca de dez metros de profundidade e ela começou a aparecer desde o mês de outubro do ano de 2018 com a chegada das fortes chuvas. Por conta do problema, os moradores estão tendo prejuízos e preocupados que a cratera aumente mais e que o solo continue cedendo, caso não a situação não seja resolvida na região.
A Rua Rio Gurupi é a mais comprometida até o momento e segundo os residentes, há uma construtora responsável que recebeu cerca de R$ 100 milhões para fazer as moradias que foram entregues em 2015.
Cratera tem cerca de dez metros de profundidade e começou a aparecer desde o mês de outubro de 2018
Reprodução/TV Mirante
Durante esse tempo, foi estabelecido um contrato de aproximadamente cinco anos com a construtora para que seja realizada a manutenção dessa área. Os moradores reclamam que esgotos e galerias não foram feitas, e com a falta das galerias, a água começou a escoar pelas ruas provocando o surgimento das erosões.
A Caixa Econômica Federal (CEF) afirma ter notificado a Defesa Civil sobre a situação do Residencial da Ribeira. A CEF reitera que disponibilizou unidades no Residencial Maranhão para o remanejamento das famílias afetadas, e esclarece ainda que está tomando as providências junto as construtoras responsáveis para que essa via seja recuperada.
Após início da erosão, seis casas foram isoladas no Residencial da Ribeira em São Luís
Reprodução/TV Mirante

PF prende suspeito de envolvimento na morte de Gegê do Mangue e Paca


Chefes de facção que age dentro e fora dos presídios foram mortos em fevereiro de 2018 no Ceará. Suspeito de assassinato estava no litoral paulista quando foi preso e levado para SP. Jefte Ferreira dos Santos, preso pela Polícia Federal por participação na morte de Gegê do Mangue e Paca
Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal em São Paulo prendeu na manhã desta quarta-feira (16) Jefte Ferreira dos Santos, acusado de envolvimento no assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, em fevereiro de 2018. Os dois eram chefes de facção que comanda o crime organizado dentro e fora dos presídios.
Jefte dos Santos era considerado foragido e foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pela participação no crime. Ele estava junto com o namorado numa casa de praia em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, quando foi preso. Após a prisão, ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital.
Os agentes da PF apreenderam com Jefte apenas telefones celulares. Ele deverá permanecer em São Paulo até ser transferido para o Ceará, onde o crime foi cometido e onde estão concentradas as investigações do caso.
Segundo o Ministério Público do Ceará, Jefte dos Santos teve participação decisiva e fundamental para a prática do duplo homicídio. Ele teria se envolvido no crime não de forma direta, mas por meio de contribuição na logística e no transporte de executores.
O assassinato

Gegê do Mangue e Paca foram mortos na manhã do dia 15 de fevereiro de 2018. Os corpos foram encontrados no dia seguinte na mata de uma reserva indígena, em Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, no litoral leste do estado. Gegê era considerado um dos membros da cúpula da facção.
Gegê do Mangue e Paca
Reprodução/TV Globo