Retirada de lixeiras da zona rural de Salesópolis deixa moradores em dúvida sobre como proceder


A decisão foi tomada depois que o Ministerio Público solicitou o fim das lixeiras comunitárias. Falta de informações está confundindo os moradores. Prefeitura de Salesópolis orienta moradores sobre o descarte de lixo
Depois da recomendação do Ministério Público para que Salesópolis acabe com as lixeiras comunitárias na zona rural, a Prefeitura quer que os moradores usem o lixo úmido como adubo e separem o que pode ser reciclado para a coleta seletiva. A medida foi adotada por recomendação do Ministério Público. A situação, porém, deixa muitas dúvidas.
Nem a Associação dos Recicladores de Salesópolis (Ares) sabe como vai funcionar o esquema de coleta, caso mais moradores façam a separação e nem se vai haver estrutura pra atender todo mundo.
A produtora rural Ana Maria Macedo Camargo costuma guardar o lixo da sua casa em uma geladeira velha, porque a coleta somente é realizada a cada 15 dias na lixeira comunitária. Depois que soube que o sistema será desativado, a agricultora não sabe o que fazer.
“A gente não sabe onde depositar o material. Tem muitos chacareiros que vêm para essa região nos fins de semana e vão acabar deixando o lixo na propriedade de outros ou nas lixeiras que encontrarem pelo caminho, diz.
O Ministério Público abriu um inquerito civil para apurar a coleta de lixo na zona rural. A promotora Letícia Lourenço Pavani cita a ausência de viabilidade econômica em se coletar lixo na zona rural do município, sem que haja contraprestação pelo munícipe, já que a área possui aproximadamente 420 quilômetros quadrados de dimensão, o que tem contribuído para o déficit das contas públicas.
Letícia também argumenta que dejetos orgânicos deveriam ser objeto de compostagem, e o acúmulo deles nas lixeiras acarreta evidente lesão ao meio ambiente diante da poluição do solo, dos rios, em detrimento ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”.
Enquanto isso os moradores ficam sem saber o que fazer e muitos arriscam uma sugestão. “A Prefeitura deveria orientar o pessoal. Poderia fazer um ponto de coleta em cada bairro e cobrar uma taxa, porque serviço gratuito nunca sai de boa qualidade. Tem de cobrar. A Bandeirante não cobra energia? A Sabesp não cobra água?”, disse o aposentado Sebastião de Souza, que mora na cidade há 30 anos.
A Prefeitura informou que está realizando um estudo para instalação de pontos de descarte de lixo não domiciliar. Disse também que está concluindo um cronograma de ações para educação ambiental.
“Vamos trabalhar com projeto de compostagem na zona rural. A partir do dia 4 de fevereiro, iremos de casa em casa ensinar todo o processo. E a Prefeitura vai passar a retirar somente o rejeito”, explicou a secretária de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Alaine Feital.
Mas o que se percebe é que as informações da própria Prefeitura ainda estão confusas. Na nota enviada para o Diario TV, foi dito que seria estudada a cobrança de uma taxa para a coleta de lixo na zona rural, mas essa informação já foi descartada pelo prefeito Vanderlon Gomes.
“De acordo com alguns trabalhos realizados junto à Cooperativa Agrícola do Alto Tietê, percebi que a população não é muito de aderir a cobranças de taxas, e eu até concordo. A alternativa é fazer um trabalho de conscientizar e não produzir o lixo”, disse.
Além dos moradores, as mudanças também pegaram de surpresa a Associacao dos Recicladores de Salesópolis (Ares), que existe desde 2006. A presidente Lucia de Morais do Espírito Santo disse que ficou sabendo pelas redes sociais que a coleta de lixo seletivo seria ampliada, mas que falta caminhão da Prefeitura para isso.
“Não podemos ampliar agora porque os caminhões estão em manutenção. Teria de ter um somente para a zona rural.”
Quanto à coleta de lixo úmido, a secretária de Desenvolvimento do Meio Ambiente, Alaine Feital, informa que de continuar até setembro. “Continua até concluir a educação ambiental e conscientização dos municípes.”
De acordo com Alaine, Salesópolis não tem muitos funcionários para realizar a fiscalização de lixo descartado em local incorreto, mas que o controle será feito. “Vamos deixar fiscal no local de toda lixeira que for retirada e também na beira da represa para que o lixo não seja descartado incorretamente.”
O Diário TV solicitou mais detalhes à Prefeitura sobre a retirada das lixeiras, mas não teve retorno.
A produtora rural Ana Maria Macedo Camargo costuma guardar o lixo da sua casa em uma geladeira velha antes da coleta quinzenal
Reprodução/TV Diário

Picape e caminhonete pegam fogo em estacionamento de supermercado em Araçatuba


Bombeiros não souberam informar o que causou incêndio, mas o fogo foi controlado rapidamente e ninguém ficou ferido. Uma picape e uma caminhonete pegaram fogo no estacionamento de um supermercado da região Norte de Araçatuba (SP), nesta quarta-feira (16).
De acordo com as informações do Corpo de Bombeiros, as chamas começaram na dianteira da picape e também atingiram a frente da caminhonete.
Os bombeiros não souberam informar o que causou incêndio, mas o fogo foi controlado rapidamente e ninguém ficou ferido.
Veículos pegaram fogo no estacionamento de um supermercado de Araçatuba (SP)
Arquivo Pessoal
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