Sabe de Kane?! Camisa 9 abre frente na artilharia e iguala marca inglesa

Está difícil para as defesas adversárias pararem Harry Kane na Rússia. Após Panamá e Tunísia sofrerem (foi poupado contra a Bélgica), o camisa 9 da Inglaterra acrescentou uma nova vítima nesta Copa do Mundo: a Colômbia. Mesmo bem marcado, levou perigo, sofreu o pênalti e ajudou a colocar o English Team entre os oito finalistas de Mundial após 12 anos. Mas o gol anotado aos 11 minutos do segundo tempo significou muito mais.

Com seis gols na Copa, Kane se isolou ainda mais como o principal artilheiro da competição (quem é sua maior ameaça no momento é Lukaku, da Bélgica, com quatro). De quebra, igualou a mesma quantidade de gols anotadas pelo único artilheiro que a Inglaterra teve em Mundiais: Gary Lineker, em 1986. Agora, ele só está a quatro do ex-jogador do Everton (tem 10) como maior marcador da Inglaterra na história da competição. E é só seu primeiro torneio.

Aos 24 anos, Kane mostra que não foi um dos principais artilheiro da Premier League por acaso. Nos três jogos em que esteve em campo na Rússia, tem média de dois por partida. Nesta terça-feira, não encontrou tantas oportunidades para marcar. Sofreu com as sucessivas faltas e, ainda no primeiro tempo, desperdiçou boa chance de cabeça.

Na realidade, ele guardou o melhor para o momento da decisão. Ágil, se livrou da marcação de Carlos Sánchez e sofreu o pênalti. Com frieza, converteu e parecia encaminhar a classificação inglesa.

Apesar da vantagem no placar, a bola começou a não aparecer. A Inglaterra tinha o relógio como aliado. Sofreu um duro golpe com o empate de Mina no fim dos 90 minutos. Mas o drama foi compensado no fim. Nos pênaltis, assim como no tempo normal, Kane bateu com categoria e passou confiança para o outro herói da noite: o goleiro Pickford. O English Team espantava um de seus fantasmas neste dia 3 de julho de 2018.

Agora a Suécia está no alvo da pontaria afiada do camisa 9 do English Team. Os ingleses, depois de muito tempo, têm em quem confiar.

Kane mais uma vez deixou sua marca nesta Copa da Rússia

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Lance
Colômbia x Inglaterra

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Cerca de 20 mil baleias jubarte devem passar pelo litoral da BA na temporada de reprodução, entre julho e novembro


Estimativa é do Instituto Baleia Jubarte, que acompanha há 30 anos o período reprodutivo dos animais. Baleias chegam a medir 16 metros de comprimento e a pesar até 40 toneladas. Cerca de 20 mil baleias jubarte devem passar pelo litoral da BA durante temporada de reprodução
Enrico Marcovaldi/Instituto Baleia Jubarte
Cerca de 20 mil baleias jubarte devem passar pelo litoral da Bahia entre os meses de julho e novembro, quando ocorre o ciclo reprodutivo da espécie. A estimativa é do Instituto Baleia Jubarte, que acompanha há 30 anos o perído reprodutivo dos animais, que chegam a medir 16 metros de comprimento e a pesar até 40 toneladas.
As baleias são animais migratórios e estabelecem lugares diferentes para alimentação e reprodução. Entre julho e novembro, elas saem da região da Antártida, que passa por um inverno rigoroso, e migram para águas tropicais, que são mais quentes, para poderem se reproduzir. Desde maio alguns animais já começaram a chegar no estado.
O maior berço reprodutivo do Atlântico Sul é na região de Abrolhos – que vai do extremo sul da Bahia ao norte do Espírito Santo.
Cerca de 20 mil baleias jubarte devem passar pelo litoral da BA durante temporada de reprodução
Enrico Marcovaldi/Instituto Baleia Jubarte
Dóceis, as baleias atraem milhares de turistas para regiões costeiras da Bahia, como Praia do Forte, Morro de São Paulo, Itacaré, Caravelas e Salvador.
Na última segunda-feira (2), duas baleias foram flagradas dando saltos no mar da Baía de Todos-os-Santos, na altura do bairro da Barra, na capital baiana. Os saltos foram gravados com aparelhos celulares por pessoas que estavam na região e puderam apreciar o “espetáculo”.
Conforme Enrico Marcovaldi, um dos fundadores do Instituto Baleia Jubarte, a população de baleias jubarte cresce de 7% a 15% ao ano. “As fêmeas migram para as águas tropicais para ter os filhotes, após um período de gestação de 11 meses. Os machos também vem atrás de parceiras, que estão no período fértil”, destaca.
As baleias ficam entre quatro e cinco meses nas áreas de reprodução, até que os filhotes estejam desenvolvidos e possam retornar com as mães para a Antártida.
Baleias jubarte
Enrico Marcovaldi/Instituto Baleia Jubarte
No período reprodutivo, com o acréscimo na quantidade de animais na costa, consequentemente o número de encalhes também aumenta. Um encalhe ocorre quando, por qualquer motivo, estes animais chegam muito próximo às praias ou arrebentação e não conseguem se libertar sozinhos, ou quando chegam já mortos.
Em 2018, já foram contabilizados na Bahia seis encalhes de jubarte. No ano passado, houve recorde ao serem contabilizados 122 encalhes de baleias jubarte.
Segundo o Instituto Baleia Jubarte, os animais encalham por estarem fracos ou desorientados devido a doenças, ferimentos por colisão com embarcações ou emalhe em redes de pesca.
A poluição nos oceanos também pode afetar a saúde dos animais. Ainda segundo a entidade, filhotes que se perdem das mães não conseguem se alimentar sozinhos e podem encalhar.
Na tarde de domingo (1º), pedaços de uma baleia jubarte foram encontrados em uma praia do município de Alcobaça, sul da Bahia. Conforme Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do projeto Baleia Jubarte, os pedaços, provavelmente, são restos da baleia que foi encontrada morta e encalhada na quinta-feira (29). O material foi removido da praia ainda no domingo.
Foi a segunda baleia encontrada morta este ano no sul da Bahia. Moradores da cidade de Prado, no extremo sul da Bahia, encontraram no dia 11 de junho uma baleia jubarte morta na região. De acordo com o projeto Baleia Jubarte, o animal foi achado com marcas de mordidas de tubarão. Em Salvador, quatro baleias já foram encontradas encalhas neste ano.