Acusado de tentar matar agente penitenciário em Maceió é condenado a seis anos de prisão

De acordo com a acusação, Edson dos Santos tentou matar Armando de Castro Sobrinho em 2016. O homem acusado de tentar matar o agente penitenciário Armando de Castro Sobrinho, em dezembro de 2016, foi condenado a seis anos de prisão.
O julgamento, conduzido pelo juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade, aconteceu na terça-feira (3), no Fórum da Capital, no Barro Duro, em Maceió.
Edson dos Santos já cumpre pena no sistema prisional de Alagoas por cometer outros crimes. A tentativa de assassinato aconteceu no Presídio de Segurança Máxima, no bairro Cidade Universitária.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), o agente foi surpreendido por um grupo de detentos que começou a agredi-lo. Em determinado momento, Santos agarrou a vítima, segurou o seu pescoço com uma “gravata” e encostou um espeto de ferro em sua nuca.
Sobrinho conseguiu se soltar e, em seguida, os agentes atiraram contra Edson. À época, o agente peniténciário e o preso foram levados para o Hospital Geral do Estado (HGE). Um outro agente penitenciário, identificado como Diego Tardeno, foi baleado por outro reeducando e levado também para o HGE.
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PF emite nota de repúdio após MP de Cabo Verde dizer que inquérito é ‘manobra’ para inocentar velejadores presos com uma tonelada de cocaína


Rapazes foram condenados a 10 anos de prisão. Familiares, no entanto, dizem que eles foram alvos de armação e que não sabiam que droga estava na embarcação.
PF emite nota de repúdio após MP de Cabo Verde dizer que inquérito da polícia é uma ‘manobra’ para inocentar velejadores brasileiros
Reprodução/Polícia Federal
A Polícia Federal enviou ao Ministro da Segurança Pública do Brasil uma nota de repúdio contra as declarações do Ministério Público da Comarca de São Vicente, em Cabo Verde, onde um representante do órgão afirmou nos autos de uma ação penal que o inquérito da PF é uma “manobra” para inocentar velejadores brasileiros. Eles foram presos com uma tonelada de cocaína na embarcação que estavam, enquanto passavam pelo país africano.
O documento foi, primeiramente, encaminhado ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça, na última quinta-feira (28), para em seguida ser encaminhada a Cabo Verde.
Os baianos Rodrigo Dantas e Daniel Dantas, que não têm grau de parentesco, além do gaúcho Daniel Guerra foram condenados a 10 anos por tráfico internacional de drogas. A família deles já entrou com recurso contra a decisão da justiça de Cabo Verde.
Velejadores foram condenados a 10 anos de reclusão em Cabo Verde
Reprodução/ TV Bahia
Apesar da condenação da justiça de Cabo Verde, a Polícia Federal do Brasil investiga a autoria das medidas logísticas e operacionais relacionadas a tráfico de entorpecentes iniciado em território brasileiro com conclusão na África.
Na nota, a PF detalhou que o MP da Comarca de São Vicente afirmou nos autos da ação penal que “o inquérito, cuja a defesa requereu, não passa da mais pura manobra traduzida numa encomenda, o qual não faz prova e não tem qualquer interesse para a descoberta da verdade material”.
A PF disse, ainda, que a insinuação de que inquérito da Polícia Federal do Brasil tenha sido feito “sob encomenda” deve ser veementemente rechaçada, por atacar, de forma absolutamente irresponsável, a imagem da instituição.
Também em nota, a Polícia Federal informou que é traço marcante da instituição no Brasil a independência, a isenção e a autonomia com que as investigações são conduzidas, livres de quaisquer interferências, sejam elas externas ou internas. E ressaltou: “Não é por outro motivo que a Polícia Federal do Brasil é respeitada nacional e internacionalmente, sendo demandada constantemente a capacitar integrantes de outras instituições policiais de diversos países no mundo, compartilhando as técnicas investigativas utilizadas”.
Durante o julgamento do velejadores, inclusive, o inquérito elaborado pela Polícia Federal brasileira foi desconsiderado pela justiça de Cabo Verde. Apesar do posicionamento da justiça africana, a PF continua com as investigações sobre o caso e trabalha para que o inquérito policial brasileiro seja aceito.
Investigações
Inglês Robert James Delbos, de 66 anos, foi preso na Espanha e é suspeito de ser um dos donos do barco que estava com a droga
Reprodução/TV Bahia
No dia 15 de junho, o inglês Robert James Delbos, de 66 anos, foi preso na Espanha. Ele é apontado como um dos donos da embarcação onde os velejadores brasileiros estavam. De acordo com a Polícia Federal, Delbos estava foragido e a prisão dele ocorreu após pedido formulado pela Polícia Federal brasileira.
A PF disse que foram expedidos mandados de prisão preventiva pela Justiça Federal, também contra George Eduard Soul, conhecido como George Fox, outro inglês que também é apontado como dono do barco e que está foragido. A PF diz que o veleiro está em nome de uma terceira pessoa, mas mantém o nome em sigilo para não atrapalhar as investigações.
As investigações apontam que a embarcação é de responsabilidade dos dois ingleses e partiu de Natal (RN), em agosto do ano passado, rumo à Ilha da Madeira, que pertence a Portugal. Depois de uma pane, o veleiro parou no arquipélago de Cabo Verde onde a polícia achou a cocaína. Os velejadores foram contratados para levar a embarcação e alegam que não sabiam que a droga estava no veleiro.
Segundo as investigações da PF brasileira, Delbos e Fox e mais um inglês, Mattew Bolton, chegaram ao Brasil em junho de 2016 no veleiro que receberia o carregamento de droga.
A Justiça não decretou a preventiva de Bolton alegando falta de provas. Segundo a Polícia Federal, Delbos e Fox participaram da preparação da embarcação em um estaleiro em Salvador para receber a cocaína.
Caso
Rodrigo Dantas, um dos velejadores que foi condenado em Cabo Verde
Reprodução/TV Bahia
Tudo começou após um anúncio de emprego na internet. Foi assim que Rodrigo Dantas, de 25 anos, decidiu encarar o desafio de atravessar oceano Atlântico para entregar um veleiro na Ilha de Açores, em Portugal.
O anúncio procurava velejadores para compor a tripulação da embarcação que tinha acabado de ser reformada em um estaleiro localizado em Salvador. Era uma oferta de trabalho de uma empresa internacional de recrutamento de mão-de-obra.
Rodrigo e outro velejador baiano, Daniel Dantas, foram contratados pela mesma empresa, a Yatch Delivery Company, com sede na Holanda. Em Natal, o gaúcho Daniel Guerra se juntou à equipe. Antes de sair do Brasil, em agosto, o veleiro passou por inspeções da Polícia Federal em Salvador e em Natal.
O barco foi liberado sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada, mas, na Ilha de Mindelo, em Cabo Verde, o veleiro foi mais uma vez inspecionado e mais de uma tonelada de cocaína foi encontrada escondida em um piso de concreto e cimento na embarcação.
Rodrigo ficou durante quatro meses em liberdade condicional em Cabo Verde, mas foi preso novamente em dezembro do ano passado.