Aliança de seis partidos anuncia Rogério Rosso como pré-candidato ao governo do DF


Grupo chegou a se reunir com Jofran Frejat, do PR, que diz ter desistido de competir. Falta, ainda, definir vice. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), durante sessão na Câmara dos Deputados
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Uma aliança formada por seis partidos – PSDB, PRB, PPS, PSC, PSD e DC – anunciou, nesta quinta-feira (19), o nome do deputado federal Rogério Rosso (PSD) como pré-candidato ao governo do Distrito Federal.
Até agora, o grupo trabalhava com a pré-candidatura do também deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Até as 19h, os partidos não tinham anunciado o motivo da troca, a nova candidatura de Izalci e nem o nome do candidato a vice-governador na chapa.
Além de Rogério Rosso na disputa pelo Palácio do Buriti, a coligação também anunciou que o atual senador Cristovam Buarque (PPS) será candidato à reeleição.
Coligações em contato
Ao longo da semana, os representantes da legenda chegaram a se reunir com o ex-secretário de Saúde do DF Jofran Frejat (PR) – que era pré-candidato, mas anunciou desistência da disputa nos últimos dias.
A coligação de Frejat é composta por PR, PP, MDB e DEM. Sem o médico como cabeça de chapa, até esta quinta, os partidos ainda não haviam anunciado uma nova candidatura para o Buriti.
Veja quem são os pré-candidatos ao Buriti até agora
Prazos eleitorais
O calendário eleitoral tem prazos a serem observados por candidatos, partidos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.
As convenções para a escolha dos candidatos deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto.
A disputa ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.
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OAB/MS abre procedimento contra advogada suspeita de envolvimento em golpe milionário contra idoso

Um grupo de Campo Grande teria conseguido roubar dinheiro da vítima com a venda fictícia de uma fazenda. A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS) abriu um procedimento administrativo pela suspeita de envolvimento de uma advogada com um golpe milionário contra um aposentado. Um grupo de Campo Grande teria conseguido roubar dinheiro da vítima com a venda fictícia de uma fazenda.
Um grupo de Campo Grande teria conseguido roubar dinheiro da vítima com a venda fictícia de uma fazenda. O procedimento da OAB/MS é para apurar a conduta de Emmanuelle Alves Ferreira da Silva e a possível participação dela no golpe.
“Nós já oficiamos o MPE, estamos aguardando a remessas dos documentos, compartilhamento das informações para que nós possamos ouvi-la. Ouvindo ela, nós vamos fazer a avaliação se é o caso de arquivamento liminar ou se é o caso de darmos sequência no processo”, explica o presidente da OAB/MS, Mansour Karmouche.
Emmanuele aparece no processo como advogada do falso dono da fazenda. Ela pegou quase R$ 4 milhões, sob a justificativa de recebimento de honorário.
José Geraldo, que usava um RG falso, se passando por vendedor da propriedade e outros dois homens foram presos em flagrante tentando fazer a transferência de mais um R$ 1,8 milhão, com uma procuração falsa.
O grupo conseguiu ter acesso ao dinheiro do aposentado Salvador José Monteiro de Barros, do Rio de Janeiro, pela Justiça.
Usando vários documentos falsificados, como notras promissórias e um termo de confissão de dívida, eles entraram com uma ação de execução, alegando não ter recebido quase R$ 7 milhões, pela venda da fazenda e ganharam a causa. A conta da vítima foi bloqueada pela Justiça e o dinheiro foi repassado ao grupo.
Foi aí que a vítima descobriu o golpe. A advogada do aposentado, Mônica Possas, questiona o trabalho realizado pela Justiça e alega que alertou sobre os documentos falsos.
Como a defesa da vítima alega que a Justiça simplesmente ignorou a solicitação de análise de assinaturas, ela entrou com um pedido de providências no Conselho Nacional de Justiça, contra a segunda Vara Cível de Campo Grande e registrou também boletim de ocorrência.
E aí sim a polícia pediu um exame grafotécnico. O laudo fica pronto em um mês, mas segundo a polícia, a diferença entre as assinaturas é bem visível.
O que a polícia quer descobrir agora é como o grupo teve acesso as informações da conta bancária do idoso. O processo criminal está em segredo de Justiça, o motivo seria porque a advogada é esposa do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, que tem foro pela função que exerce.
A polícia pediu a prisão de Emmanuelle, que não foi aceita pela Justiça.
O advogado dela nega as acusações. Emmanuelle já devolveu R$ 4 milhões e pediu prazo para devolver mais R$ 1,9 milhão.
O aposentado ainda não teve acesso ao dinheiro. Depende de uma nova decisão judicial.