Pacientes madrugam em filas para marcar consultas médicas no maior hospital no AP


Espera pelo atendimento chega a atingir 24 horas para atendimentos com oftalmologistas e ortopedistas, por exemplo. Sesa informou que descentralização para consultas foi iniciada. Fila toma conta do setor de marcação de consultas no Hospital Alberto Lima
Jailson Santos/Rede Amazônica
Com o objetivo de conseguir marcar uma consulta com especialistas, centenas de pacientes chegam a madrugar no Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá. A espera pelo atendimento chega a atingir 24 horas, e a fila toma conta do setor de marcação na unidade. Quem espera, reclama da demora para distribuição de senhas.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) informou que reconhece a falta de médicos especialistas no Hcal, o que dificulta o atendimento. A pasta reforça que está tomando medidas para amenizar o problema, como a descentralização do serviço para marcar consultas em outros horários e a contratação de mais profissionais.
O drama dos pacientes foi registrado pela Rede Amazônica, que foi ao local na madrugada desta quarta-feira (14), e constatou pessoas dormindo em pedaços de papelão, expostos à chuva e frio. O problema se estendeu até a parte da manhã. A marcação de consulta no HCal, único hospital público com médicos especialistas do estado, ocorre de segunda a sexta-feira a partir das 9h.
Entre as principais demandas estão antedimentos com oftalmologista e ortopedista. A estudante Paula Prata tentava pela terceira vez marcar uma consulta para a mãe, de 71 anos, que apresentou problemas na visão em razão do diabetes. A tarefa se tornou árdua para ela, que busca o atendimento desde janeiro.
“É só observar esse tanto de gente que tem para a quantidade pouca de vagas. É muito difícil conseguir e eu tenho que perder a noite aqui, porque minha mãe está muito doente e não tem como ela vir. Somos maltratados com essa situação”, reclamou.
Pessoas dormem em pedaços de papelão para conseguir consulta
Jailson Santos/Rede Amazônica
A dona de casa Keila Garcia, chegou por volta de 22h no setor de marcação de consultas, e até por volta de 8h ainda não havia sido atendida. Ela tentou marcar uma consulta com um ortopedista para o filho. “Não consegui nas outras vezes que vim porque tinha muita gente. Agora eles só distribuem as senhas a partir das 9h30 e para garantir, temos que vir na noite anterior”, lamentou.
A secretária-adjunta de assistência à Saúde, Hely Costa, reforçou que desde 2015 a secretaria tem buscado especialistas para o atendimento na rede pública no estado. Ela afirma que a previsão é que o processo possa diminuir os transtornos a partir de maio.
“Desde 2015 fizemos chamadas públicas e iniciamos a descentralização das consultas, para que os pacientes não precisem vir até o Hcal. O número de vagas também será distribuído para outros municípios em que há a carência dos profissionais”, disse.
As demais especialidades como cirurgião infantil, cardiologista, reumatologista, ortopedista, endocrinologista e cirurgião adulto estão sendo marcadas de acordo com a demanda, informou a Sesa.
Entre as principais demandas estão antedimentos com oftalmologista e ortopedista
Jailson Santos/Rede Amazônica
*Com informações da Rede Amazônica
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Powered by WPeMatico