Obras na Casa do Artesão do AP seguem sem prazo de entrega após 1 ano de atraso


Reforma iniciou em janeiro de 2017 e prédio deveria ser entregue três meses depois. Governo diz que primeira etapa de revitalização foi concluída e projeto final está sendo fonalizado, mas não deu datas. Casa do Artesão em Macapá é um dos principais pontos de visitação de turistas, mas está fechado para obras há 1 ano
Rita Torrinha/G1
Após um ano de atraso do prazo previsto de entrega, a Casa do Artesão segue com as portas fechadas e isolada por tapumes. O local, que é um dos principais pontos turísticos da cidade, localizado na orla de Macapá, entrou em reforma em janeiro de 2017 e deveria ter sido entregue em abril do mesmo ano, mas o cronograma não foi cumprido.
Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf) não deu detalhes sobre o que levou ao retardo, mas detalhou que já concluiu a primeira etapa do projeto de revitalização, como troca do telhado e recuperação dos banheiros, troca do sistema hidráulico e pintura.
Ainda de acordo com o governo, a Seinf está finalizando a última etapa do projeto, que irá contemplar boxes para a venda de artesanato, espaço de alimentação e acessibilidade para deficientes físicos na área de entorno e dentro do prédio.
Desde o fechamento, as vendas das quase 30 mil peças disponíveis para compra foram transferidas para dois espaços temporários: no monumento Marco Zero do Equador e o outro no Museu Sacaca. Neles, a comercialização, segundo os artesãos, apresentou um crescimento considerável, mas eles querem retornar para o Centro da cidade.
Com a reforma, vendas foram transferidas, temporariamente, para o Monumento Marco Zero e Museu Sacaca
Jéssica Alves/G1
Quem trabalha na área externa do prédio também reclama da demora da entrega, alegando queda nas vendas, medo e insegurança. É o caso da vendedora Lilá Pacheco, que tem um barraca ao lado.
“Quando estava aberta trazia muito turista. As vezes a gente abria pela manhã, porque a casa também abria para atender os turistas e eles faziam compras tanto dentro quanto fora. Além disso, a área externa está muito escura e o povo fica com medo de passar”, contou a comerciante.
Vendedora Lilá Pacheco
Rede Amazônica/Reprodução
Outra artesã de 37 anos, que não quis se identificar, conta que trabalha há uma década com bijuterias, roupas e acessórios, também na orla da cidade. Ela demonstra descontentamento com a situação e cobra a inauguração do espaço.
“Muitos turistas e visitantes procuram o local e a gente informa onde está funcionando agora. Mas esses lugares são locais a mais para se expor os produtos, o ponto de referência mesmo é aqui, na orla, em frente ao Rio Amazonas. É aqui que todos procuram pelos artesanatos do estado. E isso está prejudicando bastante o fluxo de vendas de quem trabalha na calçada, como eu”, falou.
A obra contempla substituição do telhado de barro por aço galvanizado com revestimento térmico e antiacústico, além da troca das estruturas elétrica e hidráulica, e pintura. A reforma está orçada em R$ 480 mil, com recursos do governo, informou a Seinf.
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Powered by WPeMatico