O que é tecnologia Blockchain?

Imagem: Pixabay

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Programa Inova 360

Por Geraldo Marques

Para começar a minha primeira coluna, vou direto ao ponto: que tal saber exatamente o que é a tecnologia blockchain e como ela pode fazer parte das nossas vidas, mas de uma forma totalmente benéfica? Costumo dizer que a tecnologia blockchain é a maneira mais fácil de confiar nos outros. E, mesmo que você ainda duvide disso ou não saiba o motivo para que esteja falando isso, até o final deste texto você vai ter mudado de ideia. Eu garanto!

Inicialmente, você deve saber que a tradução de blockchain é “blocos em cadeia” ou “sequência de blocos”. Ou seja, se trata de uma tecnologia que utiliza de cadeias invioláveis e que surgiu muito antes da criptomoeda Bitcoin – apesar de ter se tornado muito conhecida quando a moeda explodiu. Resumindo: a tecnologia blockchain é um sistema que pode ser usado das mais variadas maneiras e, uma delas, logicamente, é para realizar a troca de moedas virtuais com total confiança e segurança.

Vamos pegar o exemplo do Bitcoin, que popularizou essa tecnologia que vai mandar e desmandar em nosso futuro bem próximo, digamos. Tudo começou com o enigmático personagem Satoshi Nakamoto, ou pelo grupo de pessoas que existia por trás dele, já que Satoshi é um avatar. Foi dele a ideia de criar um código fonte dos bitcoins que, aberto em 2009, acabou se tornando a base para mais criptomoedas e diversas outras evoluções que vieram a seguir. Portanto, a grande ideia do avatar foi criar uma maneira de registrar todas as transações e trocas de quem faz parte do sistema em blocos, como um livro caixa gigantesco e virtual. Entendeu? Todos esses blocos são criptografados e todos, absolutamente todos que fazem parte do sistema, têm acesso a essas criptografias.

Assim, todo mundo pode ter acesso aos dados, mas não sabem exatamente o que está acontecendo, já que está tudo criptografado. E tem mais: a cada 10 minutos, quando um bloco de transações é liberado, a comunidade que está integrada ao sistema “empresta” o poder de seus computadores para analisar os dados acumulados nesses 10 minutos e verificar se de fato são verídicos, o que garante uma transação altamente sigilosa e segura. No fim das contas, se tudo for aprovado, esse bloco é acrescentado a uma sequência de blocos de transações anteriores e nunca mais ele poderá ser modificado por ninguém. E, como todos têm acesso aos dados e sua veracidade foi verificada, se tornam confiáveis. E mais ainda: depois de verificados, todos podem acessar os dados, pois em qualquer máquina da rede blockchain é criada uma cópia. Por isso muitos bancos, por exemplo, têm começado a olhar para a tecnologia blockchain com outros olhos. Quem não quer ter uma rede descentralizada e criptografada capaz de guardar todas as informações transacionais entre as pessoas, de forma imutável? E aí, mudou de ideia, não foi?

Geraldo Marques é especialista em criptomoedas, co-fundador da Wibx, primeiro token do varejo nacional, e sócio da SUSTEN ENERGIA, que traz a stable coin NEBS para o mercado. É criador da empresa de tokenização Conectelo.