O estilo Tite foi sucesso na 1ª fase da Copa. Saiba perfis de mais 5 técnicos

Será que o seu gestor é tão focado como Tite? Ou mais parecido com o técnico da Alemanhã, Joacquim Löw? Para Lucas
Oggiam, gerente sênior da Page Personnel, empresa de recrutamento, tanto no futebol como dentro das
companhias, cada comandante se destaca pelo seu estilo. “Os técnicos lidam
com equipes interdisciplinares, análise de desempenho, compromissos de
publicidade e comunicação, formação de times, gerações mais jovens e forte
pressão da opinião pública. Olhando sem preconceitos, é muito parecido com um
líder de sucesso no mercado corporativo: se pensarmos em concorrência, cobrança
por inovação, necessidade de compreender os avanços tecnológicos, pressão por
resultados, necessidade de guiar e atrair talentos, enfim, técnicos de futebol
são gestores do esporte, e líderes empresariais são os treinadores dos
resultados corporativos, ambos também são cobrados pelo desempenho das pessoas
à sua volta”, afirma Oggiam. Confira os perfis dos técnicos, veja se o seu chefe é parecido com um deles e confira os perfis que estão levando a melhor até o momento:

Tite – Brasil: O técnico ganhou notabilidade internacional ao reverter o difícil quadro de
classificação da seleção brasileira, que corria perigo de ficar fora da Copa
deste ano. 

Perfil de
Liderança
:
professoral e pacificador. É um líder que sabe extrair o máximo
de rendimento dos talentos disponíveis. Não é necessariamente inovador, e sim
muito intenso, organizado e bastante marcante na comunicação. Sabe conquistar a confiança e a admiração dos liderados. É
reconhecido pela metodologia de trabalho bem definida e
referência de comando. Analogia
com o mundo corporativo:
o líder de perfil carismático que traz
resultados e melhora o ambiente. Não é inovador, mas é eficiente em estratégias
e estruturação de projetos.
O estilo de Tite foi aprovada na primeira fase da Copa com a classificação para as oitavas de final. A seleção conseguiu superar as dificuldades com as lesões dos jogadores e melhorou o futebol com os jogos.

Joacquim
Löw – Alemanha:

O treinador da
seleção alemã é um profissional de grandes ciclos. Löw
foi o responsável direto pela renovação de talentos, estilo de jogo,
características de treinamento e perfil de atletas e comissão técnica alemã em uma gestão que já soma mais de 12 anos. Ele é um típico
formador de times de excelência, mas desta vez o técnico não conseguiu levar sua seleção, que venceu a última Copa, adiante.  
Perfil de
liderança
:
Löw é um líder discreto. Reconhecido pela liderança cautelosa e
educativa. Em
termos de rendimento, Löw formou um time que, além dos resultados, apresentava
beleza de estilo, diversidade étnica e respeito ao jogo (fair play), além de um
surpreende carisma na relação com os torcedores e com o esporte em si. Os
alemães se tornaram fenômenos pop, algo quase impensável décadas atrás. Analogia com o mundo corporativo: o
líder que cultiva grandes resultados em longo prazo.

Gareth
Southgate – Inglaterra:

De treinador das
categorias de base à liderança da seleção inglesa, exatamente no momento em que
a liga do país voltou a ser mais forte e rica do futebol mundial.

Perfil de liderança: pouco conhecido no mundo do futebol (apesar de
ex-jogador), Southgate está promovendo uma sensível mudança no estilo de jogo
dos ingleses incluindo muita
juventude, velocidade, arrojo e mais leveza na busca por resultados. Gareth é
um líder bem-humorado e muito atento aos valores originados de times menores. É favorável à conectividade, comunicação em
linguagem digital e valor de marca. Basta citarmos a convocação para a Copa,
realizada com um vídeo-surpresa, onde os próprios torcedores
“convocavam” os atletas.  Analogia com o mundo corporativo: o
líder que sabe selecionar e reter jovens talentos.

Jorge
Sampaoli – Argentina: 

Inquieto,
criativo e complexo. Sampaoli é tudo, menos convencional. Líder reconhecido por
inovações táticas e obsessão pelo controle do adversário — escola consagrada
por Pep Guardiola — talvez seja o treinador com a missão mais difícil da Copa:
comandar um time de grandes estrelas, porém de pouco brilho quando estão
juntas, onde até um gênio (Lionel Messi) sofre para convencer.

Perfil de liderança: excêntrico, Sampaoli é um dos mais imprevisíveis
líderes da Copa, tecnicamente é bastante admirado, tem rigor, originalidade e
um temperamento que não chega a ser explosivo, mas está longe da serenidade. É
muito intenso, exige o máximo dos times, toma decisões inusitadas, tem muito
arrojo (para alguns, até demais) e não é o tipo de líder que pensa duas vezes
diante dos riscos. Ele sempre age. Sampaoli
está sob forte pressão e terá sua verve de inovação colocada à prova. Analogia com o mundo corporativo: o
líder criativo que sabe sacudir o ambiente e tirar as pessoas da zona de
conforto.
O estilo de Sampaoli está em cheque. Apesar da classificação, os jogadores questionam seu esquema tático e também a liderança diante do grupo.

Roberto
Martínez – Bélgica:

Um pesquisador
à frente de jovens inovadores. A seleção belga de 2018 é muito parecida com uma
startup: ágil, admirada, detém alto potencial de crescimento e está bem
avaliada pelo mercado. Porém, falta tradição e espírito de
vitória. O líder é um espanhol que traz
consigo o repertório de uma das melhores escolas do futebol do mundo, mas
também características de pesquisador e psicólogo, com forte orientação para
alta performance.

Perfil
de liderança:
detalhista,
pedagógico e afeito à psicologia do sucesso, Martínez é um líder que se
preocupa com a cultura inerente ao negócio, exige de seus liderados
conhecimentos sobre a história que cerca o ambiente de trabalho. É reconhecido pelo diálogo humanista e atencioso, capaz de
estimular pessoas a cumprirem objetivos, mesmo em quadros desfavoráveis. Terá a
missão de comandar uma das seleções mais talentosas, jovens e prestigiadas do
torneio, mas que ainda não conquistou nada grandioso. Analogia com o mundo corporativo: o
líder estudioso que sabe conduzir jovens talentos à alta performance, formar
times e melhorar a cultura geral da empresa, seja em termos de informações,
quanto de repertório histórico, algo importante para elevar o valor da marca.
O estilo de Martínez faz sucesso até o momento. A Bélgica se classificou com tranquilidade e é apontada como uma das favoritas ao título.

Heimir
Hallgrímsson – Islândia:
O
técnico da seleção islandesa é um ótimo exemplo de competência e sucesso que
não é fruto de uma formação tradicional. Dentista fora do mundo da bola,
Hallgrímsson é um líder nato, avesso a modismos, formalidade e rigidez como
princípio orientador. Também é um exemplo de líder jovem e bem-
humorado e com um desapego saudável à
fama e a valorização de mercado. Não passou para as oitavas, mas deixou sua marca na história da Copa.

Perfil
de liderança –
A
gestão de Hallgrímsson é quase um símbolo de trabalho primoroso e exaustivo,
porém, sem ignorar valores da cultura local e até costumes pessoais e
comunitários, ou seja, ele lida com profissionais que também são cidadãos, logo
têm suas preferências fora do campo, e que são respeitadas na execução de
tarefas. Hallgrímsson cultiva o valor do esforço e todos devem dar o máximo em
prol da equipe e o dever de amparar os companheiros que eventualmente não
estejam bem ou no mesmo nível de atuação dos demais. É um trabalho de
desempenho e empatia. Analogia
com o mundo corporativo:
o líder culto e desapegado da
linguagem padrão de mercado. Preza pelo trabalho árduo o solidário, onde todos
são exigidos ao máximo, porém jamais são esquecidos ou repreendidos perante os colegas.
Cooperação é a palavra-chave.
Apesar da superação diante da Argentina com um futebol que encantou com a disciplina tática, Hallgrímsson não conseguiu classificar a Islândia.