Novo filme de Woody Allen abrirá o Festival de San Sebastián, que acontece em setembro


Comédia romântica do diretor gira em torno do Festival de Cinema realizado na cidade espanhola. Apesar dos temores provocados pelo coronavírus, a organização do evento segue com preparativos. Woody Allen em foto no Festival de Cannes de 2016
Valery Hache/AFP
O novo filme de Woody Allen, “Rifkin’s Festival”, vai abrir em 18 de setembro o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, anunciaram os organizadores do evento.
O longa-metragem, produzido pela espanhola Mediapro Studio, além da Gravier Productions e Wildside, foi rodado no verão de 2019 em San Sebastián e outras localidades próximas.
O filme mostra um casal americano que comparece ao Festival de San Sebastián e se apaixona pela cidade.
Escrito e dirigido por Woody Allen, “Rifkin’s Festival” tem no elenco os espanhóis Elena Anaya e Sergi López, o francês Louis Garrel, a americana Gina Gershon e o austríaco Christoph Waltz.
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O filme será exibido fora da mostra competitiva do festival, que acontecerá de 18 a 26 de setembro.
Apesar dos temores provocados pelo coronavírus, a organização do evento segue adiante com os preparativos.
Esta será a segunda vez que Allen será responsável por inaugurar o Festival de San Sebastián, depois de exibir na abertura da edição de 2004 o longa-metragem “Melinda e Melinda”. Naquele ano, ele recebeu o prêmio Donostia em reconhecimento por sua carreira.
A estreia terá um grande valor para o cineasta, que após décadas lançando um filme por ano, viu sua carreira interrompida nos últimos anos em consequência do movimento “MeToo”.
O diretor de 84 anos perdeu prestígio nos Estados Unidos pelas acusações renovadas de sua filha adotiva, Dylan Farrow, que afirma que Woody Allen abusou sexualmente dela em 1992, quando tinha 7 anos.
O diretor sempre negou a acusação. Ele não foi indiciado ou julgado em nenhum momento.
Apesar disso, o dano a sua reputação fez com que seu filme anterior, “Um Dia de Chuva em Nova York”), não fosse exibido nos Estados Unidos. O longa-metragem foi lançado em vários países europeus, assim como na Argentina e Brasil.