Novas notas de 100 e 200 euros entram em circulação na União Europeia


Com novos elementos de segurança, cédulas são as últimas da série ‘Europa’ e vão conviver com as antigas, que continuarão a ser legais. Nova nota de 100 euros
Yara Nardi/Reuters
Mais funcionais, com cores mais vivas e principalmente mais difíceis de falsificar, assim são as novas notas de 100 e 200 euros que entram em circulação nesta terça-feira (28) encerrando a série “Europa”, a segunda impressão de cédulas da União Europeia e que começou em 2013 com as de cinco euros.
“Estas novas notas de 100 e 200 euros se diferenciam em três aspectos: são mais práticas, mais coloridas e mais seguras”, declarou à Agência Efe a responsável pela Seção de Combate à Falsificação do Banco Central Europeu (BCE), Paloma Varela, em Roma, na Itália.
As notas de 100 foram impressas na Alemanha, Áustria, Espanha, França e Itália, e as de 200, apenas na Áustria, França e Itália. No caso da Itália, as cédulas foram impressas em Roma, na fábrica do Banco da Itália.
O BCE e o Banco da Itália organizaram pela primeira vez na história da União Europeia uma excursão com um pequeno grupo de jornalistas para mostrar como funciona a impressora. Nesse local, mais de 200 funcionários trabalharam durante meses, primeiro em dois turnos de sete horas e nas últimas semanas em um único de nove horas.
Nesse período, eles imprimiram milhões de euros, que foram guardados em uma grande caixa-forte de segurança máxima, chamada de “A Sacristia”, e depois levados em caminhões aos vários bancos centrais dos países da zona do euro, para que começassem a circular hoje.
O espaço do maquinário do Banco da Itália é cercado por câmeras, tanto interna quanto externamente, e só é possível entrar no local depois de passar por vários controles de segurança e sem qualquer celular ou dispositivo móvel.
Nova nota de 200 euros começa a circular na União Europeia
Yara Nardi/Reuters
O espaço é dividido em três grandes áreas. Na primeira, grandes folhas recebem a impressão colorida, na segunda são colocados os elementos de segurança – como a numeração e o relevo -, e na última, totalmente automatizada, as folhas são cortadas, agrupadas em pacotes, embrulhadas em plástico e colocadas em caixas.
Em todos os processos, funcionários verificam constantemente se as notas estão iguais. Caso algum defeito seja encontrado, a cédula é destruída automaticamente.
As novas notas de 100 e 200 euros são as últimas da série “Europa” – já que a de 500 deixou de ser produzida em 2016 – e vão conviver com as antigas, que continuarão a ser legais.
Tendo pela primeira vez o desenho modificado, elas são mais práticas porque, como ressaltou Varela, o tamanho foi reduzido para que fiquem com a mesma altura de as de 50 euros, de forma que seja mais fácil usar, botar e tirar da carteira. O comprimento, no entanto, foi mantido. Ele aumenta quanto maior for o valor, uma forma de ajudar pessoas com deficiência visual.
Essas cédulas são ainda mais coloridas, porque incluem uma ampla gama de tons intermediários, entre o verde e o amarelo, que torna as notas mais atraentes ao público.
Além disso, foram incorporados novos elementos de segurança: um holograma e um número verde-esmeralda aprimorado, com os quais o BCE e os bancos centrais dos países tentaram dificultar o trabalho de falsificadores. A autenticidade das cédulas agora é mais fácil de ser comprovada com o método “toque, olhe, gire”, segundo Varela.
“Quando você segura a nota pelos dois extremos percebe uma impressão em alto relevo. Se olha na direção da luz, vê que a princesa Europa aparece em dois pontos da cédula, na parte esquerda – na marca de água – e na parte direita – na faixa metálica”, explicou.
Segundo Varela, quando o usuário gira a cédula ele vê um holograma, que mostra pequenos símbolos do euro que se movem ao redor do número que indica o valor e que é visto com mais clareza na luz direta.
Foram necessários seis anos para preparar e colocar em circulação toda a série “Europa”, mas antes “o BCE e os bancos centrais trabalharam por anos para criar o projeto e os recursos extras de segurança e para preparar as notas para a grande produção”.