No AP, quase 750 pessoas foram autuadas em 2018 por dirigirem alcoolizados


Mais de 5 mil condutores foram abordados em 97 operações no estado. Dados são do balanço anual da operação Lei Seca. Número de pessoas que dirigem após ingestão de bebida alcoólica aumentou 27% de 2017 para 2018, no AP
Reprodução/TV Amapá
Em 2018, um total de 743 motoristas foram autuados por dirigirem sob efeito de bebida alcoólica. Desses, 279 se recusaram a fazer o teste de bafômetro. Os dados são do balanço anual da operação Lei Seca, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Departamento de Trânsito do Estado do Amapá (Detran- AP).
O levantamento aponta que o número de pessoas que assumiram o volante, após ingestão de bebida alcoólica, aumentou 27% em todo o estado de 2017 para 2018. De acordo com o diretor do Detran, Inácio Maciel, o departamento busca conscientização os condutores a se manterem seguros e longe de acidentes.
“O objetivo de trazer esses números à tona é para conscientizar a população de que é preciso ser prudente. Não somos contra o álcool, somos contra o consumo de bebida alcoólica para pessoas que vão dirigir, colocando a sua vida e de outras pessoas em risco”, explicou.
Diretor do Detran, Inácio Maciel
Ugor Feio/G1
O motorista que for abordado na fiscalização pode se recusar a fazer o teste do bafômetro. Entretanto, ele será autuado de acordo com o art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A recusa é considerada infração gravíssima e o condutor recebe as mesmas punições administrativas daqueles que aceitam fazer o teste, que acarreta em multa de R$ 2.934,70 e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida.
Para o condutor que não apresentar um outro motorista habilitado, durante a abordagem, o veículo também será apreendido. A embriaguez ao volante pode ser constatada pelos agentes de fiscalização através do hálito, olhos avermelhados, desorientação motora do condutor, imagens de câmeras, ou mesmo relato de testemunhas.
O Motorista com concentração igual ou maior a 0,34 mg de álcool no sangue responde criminalmente por embriaguez ao volante, com pena que varia de seis meses a três anos de prisão, além de multa e suspensão da CNH.
O condutor pode responder em liberdade, mediante o pagamento de fiança e, caso seja pego novamente, no período de até um ano, a CNH é caçada e a cobrança da multa é feita no dobro do valor.
“Os motoristas que forem flagrados sob efeito de álcool passam por infortúnios muito grandes, especialmente nos caso que acarretam em processo penal. Se esse motorista sofre um acidente que resulta em lesão grave ou morte, o crime é inafiançável”, completou o diretor do Detran.
Balanço anual de 2018 da Operação Lei Seca foi divulgado nesta segunda-feira (11)
Detran Amapá/Divulgação
Ainda segundo Inácio Maciel, os prejuízos causados ao motorista flagrados dirigindo sob o efeito de álcool podem custar de R$ 12 mil a R$ 15 mil, desde a autuação até o fim do processo criminal.
“A pessoa vai gastar de R$ 12 a R$ 15 mil reais para resolver um problema desses, desde a autuação até o fim do processo, somada às custas processuais, honorário de advogados e tudo mais. Por isso é tão importante trabalhar a conscientização. Basta que esses motoristas peguem um táxi. Sai bem mais barato”, finalizou Maciel.
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