Nissan considera pedir indenização a Carlos Ghosn, diz CEO da empresa


Executivo brasileiro foi preso pela 2ª vez na quinta (4). Presidente-executivo da montadora japonesa, Hiroto Saikawa, falou a acionistas pela 1ª vez desde o início do escândalo em novembro. A Nissan considera pedir indenização contra o brasileiro Carlos Ghosn por má conduta financeira, afirmou a acionistas nesta segunda-feira (8) o presidente-executivo da montadora japonesa, Hiroto Saikawa.
O executivo também disse em uma reunião extraordinária de acionistas que o escândalo, que resultou na prisão do executivo por duas vezes em Tóquio, “não é uma questão que podemos consertar do dia para a noite”.
Carlos Ghosn preso: o que se sabe até agora
A declaração de Saikawa é a primeira desde o início do escândalo, em novembro, e ocorreu antes de os acionistas aprovarem a destituição de Ghosn do conselho de administração da Nissan.
Ghosn resgatou a Nissan da falência há duas décadas e forjou uma aliança mundial com a francesa Renault e a também japonesa Mitsubishi, uma das maiores do setor automotivo, mas caiu em desgraça no Japão.
Carlos Ghosn, acompanhado de sua esposa, Carole Ghosn, em frente da sua residência em Tóquio no dia 8 de março
Issei Kato/Reuters
O brasileiro, que também tem cidadania francesa e libanesa, foi preso novamente na quinta-feira (4) devido ao “risco de destruição de provas”, segundo a Promotoria japonesa. A Justiça estendeu a detenção do executivo até domingo.
Ghosn diz ser inocente de todas as acusações e afirma ser vítima de um golpe. Seus advogados dizem que sua segunda prisão foi uma tentativa de amordaçá-lo, pois ocorreu um dia após o executivo ter anunciado que concederia uma coletiva de imprensa na quinta (11).
Saiba quem é e qual a trajetória de Carlos Ghosn
Fernanda Garrafiel, Roberta Jaworski e Juliane Souza/G1