Mulheres realizam marcha contra violência doméstica na Zona Norte de Macapá


Passeata foi realizada na tarde deste sábado (24). Cerca de 200 mulheres participaram do movimento que também prestou homenagem a Marielle Franco. Cerca de 200 mulheres participaram do ato contra a violência doméstica
Associação Recreativa Amigos da Fazendinha/Divulgação
Mulheres da Zona Norte de Macapá realizaram uma marcha contra a violência doméstica neste sábado (24). De acordo com Marinalva Menezes Souza, coordenadora da manifestação, a concentração inciou às 16h e a passeata às 16h30. Ainda segundo ela, cerca de 200 mulheres participaram no movimento.
Realizada pela terceira vez seguida, a intenção da coordenação da “Marcha das Mulheres da Zona Norte” é fazer com que a marcha se torne uma atividade política tradicional entre as mulheres da região.
Durante o percurso, que saiu da Unidade Básica de Saúde (UBS) Marcelo Cândia e seguiu até a praça localizada na Rodovia AP-070, palavras de ordem como como “Quero Respeito” e “Nenhuma Mulher a Menos” foram ditos pelas manifestantes.
Marinalva Menezes Souza, coordenadora da ‘Marcha das Mulheres da Zona Norte’
Carlos Alberto Jr/G1
A morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), no dia 14 de março, também foi pauta na manifestação. Com cartazes e gritos “Marielle Presente”, as mulheres prestaram homenagem a mulher executada.
“Aqui na Zona Norte existem muitas periferias e mulheres negras. Marielle defendia essas pessoas e acabou sendo uma vítima. A morte dela não será esquecida”, reforça Marinalva.
O ato reuniu mulheres de todas as idades e profissões. Boa parte delas são de movimentos feministas e de mulheres negras. Uma delas é a professora Maria das Dores do Rosário, que diz que esses movimentos de resistência são necessários, principalmente em regiões longe do Centro da capital.
Professora Maria das Dores do Rosário
Carlos Alberto Jr/G1
“Infelizmente atos como esses são necessários para alertar a sociedade e principalmente as mulheres que vivem foram do centro da cidade. Tudo isso é reflexo da ausência de políticas públicas para essa população”, contou.
A psicóloga Lidia Elaine da Costa é voluntária de um movimento feminista e dentro da atuação na capital, ela reforça que a Zona Norte é uma das regiões da cidade onde mais existem casos de violência e feminicídios.
“Como voluntário, trabalho com o empoderamento destas mulheres e de encontro as questões da cultura machista, pois são elas que resultam nas agressões e mortes. Além disso, também trabalhamos com a informação. Porque, uma vez elas tenham noção dos direitos que tem, muitos tipos de violência podem ser evitados”, explanou.
A passeata contou com o apoio da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CMPPM) e do Centro de Referência no Atendimento à Mulher (Cram), que auxiliaram no controle e com o trabalho de conscientização com bandeiras, faixas e distribuição de panfletos informativos.
‘Marcha das Mulheres da Zona Norte’ aconteceu na tarde deste sábado (24)
Carlos Alberto Jr/G1
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