Mourão diz que é contra incluir o Pantanal no Conselho da Amazônia

Para o vice-presidente, a preservação do Pantanal deve permanecer com o Ministério do Meio Ambiente. Senadores desejam que o bioma entre no conselho a fim de fortalecer combate a queimadas.
O vice-presidente Hamilton Mourão se manifestou nesta terça-feira (13) contra a sugestão de senadores para incluir o Pantanal no Conselho Nacional da Amazônia Legal.
Segundo Mourão, a situação do Pantanal, que sofre com queimadas, deve ser tratada pelo Ministério do Meio Ambiente por se tratar de “preservação ambiental”, enquanto a Amazônia também envolve ações de desenvolvimento da região.
Na semana passada, a comissão do Senado que acompanha ações contra as queimadas no Pantanal aprovou um requerimento para sugerir ao presidente Jair Bolsonaro a inclusão do Pantanal no Conselho da Amazônia pelos próximos cinco anos.
O objetivo dos senadores é garantir estrutura para o enfrentamento a futuras queimadas no bioma, com mais recursos financeiros e estrutura logística, incluindo aparato de combate a incêndios, como helicópteros e apoio da Força Nacional e da Defesa Civil.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, as queimadas na região consumiram 14% da área do Pantanal somente em setembro deste ano.
Questionado nesta terça sobre a sugestão, Mourão declarou que os dois biomas são diferentes – a Amazônia também sofre com queimadas.
“Tenho visto o esforço do pessoal do Senado, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) vem propugnando por isso aí, mas eu acho que é um caso que tem que ficar afeto ao Ministério do Meio Ambiente porque é uma questão de preservação ambiental, só isso”, argumentou.
Questionado se seria possível incluir o Pantanal no conselho, Mourão disse que não.
“Não, não acho. Amazônia é Amazônia, Pantanal é Pantanal”, disse.