Mortes no trânsito caem em Fortaleza e chegam ao menor número desde 2001


Dos 96 pedestres vítimas de atropelamento em 2017, 47 eram idosos com mais de 60 anos, aponta estudo. Avenida Leste-oeste, via com segundo maior número de mortes em Fortaleza, teve mudanças para deixar trânsito mais lento
TV Verdes Mares/Reprodução
Fortaleza apresentou redução das taxas de mortalidade no trânsito pelo terceiro ano seguido em 2017 e teve o menor número de vítimas desde 2011. Foram 256 mortes no ano passado, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (14) pela Prefeitura de Fortaleza. Com relação a 2016, houve redução de 9%.
Considerando a taxa de mortalidade por grupo de 100 habitantes, índice monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017 a capital cearense apresentou 9,7 mortes/100mil habitantes. A redução é de 35% em relação ao ano de 2010, quando a ONU declarou a década de ação para segurança no trânsito.
Segundo o Sistema de Informação de Acidentes de Trânsito (SIAT), da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), a maior redução registrada foi entre ocupantes de veículos de quatro ou mais rodas. O número de vítimas fatais caiu 48%, passando de 25 para 13 casos. Considerando condutor e passageiro de motocicleta a taxa de mortes também diminuiu 13,5%.
De acordo com o estudo, homens inclusos na faixa etária entre 30 e 59 anos lideram as estatísticas. Metade (50%) das vítimas fatais são motociclistas e passageiros de motocicletas, seguidos por pedestres (37,5%), ciclistas (7,4%) e ocupantes de automóveis (5,07%).
Morte de pedestres
Com relação aos pedestres, dentre as 96 vítimas de atropelamento que morreram no ano passado, 47 eram idosos com mais de 60 anos. “Os números mostram que as ações de fiscalização, comunicação, educação e desenho urbano orientadas por dados e implementadas nos últimos anos vêm gerando resultado positivo”, avalia o secretário de Conservação e Serviços Públicos, João Pupo.
Entre as medidas, está a ampliação da rede cicloviária, faixas exclusivas de ônibus, o Programa de Apoio à Circulação de Pedestres que contempla áreas de trânsito calmo, travessias elevadas e faixas em diagonal, binários para reorganização do trânsito, além de campanhas educativas, intervenções de engenharia de tráfego e fiscalização efetiva.
“É importante que continuemos avançando a ponto de zerarmos a mortalidade no trânsito. O caminho mais rápido e mais sólido para reduzir esses indicadores é promover mudanças de comportamento e de atitude. Afinal, nenhuma vida perdida no trânsito é tolerável”, avalia Arcelino Lima, superintendente da AMC.

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