Morte da apresentadora Caroline Flack impulsiona busca por regras mais rígidas na mídia britânica


350 mil pessoas assinaram petição exigindo leis mais duras para a cobertura de celebridades em tabloides. Eles pedem proibição do uso de citações anônimas, invasão de privacidade, publicação de informações privadas e divulgação de registros médicos. Caroline Flack, apresentadora britânica, em evento beneficente em Edimburgo
Scottish Beauty Blog/Creative Commons
Após a morte de Caroline Flack, uma das estrelas de TV mais famosas do Reino Unido, quase 350 mil pessoas assinaram uma petição exigindo leis mais duras sobre a maneira como os tabloides tratam celebridades.
Flack, de 40 anos, ex-apresentadora do popular reality show “Love Island” e vencedora da versão britânica de “Dancing with the Stars”, foi encontrada morta em seu apartamento em Londres no sábado (15).
Ela deixou o cargo de apresentadora depois de ser acusada de agredir o namorado em dezembro, o que ela negou.
A morte de Flack provocou um debate sobre a maneira como a imprensa britânica de tabloides, conhecida por suas táticas agressivas de reportagem, cobre celebridades e o nível de veneno que pode ser direcionado a pessoas nas mídias sociais.
Ela já havia falado sobre sua batalha contra a depressão.
A petição pede a proibição do uso de citações anônimas, invasão de privacidade, publicação de informações privadas e divulgação dos registros médicos ou de saúde de um indivíduo.
“Isso evitará danos pessoais, suicídio, abuso de substâncias e problemas de saúde mental”, segundo a petição. “Vamos nos unir e de uma vez por todas fazer uma mudança.”