Monsanto pode ter mantido arquivo sobre pessoas influentes em toda a Europa, diz Bayer


Empresa é investigada na França por manter lista com 200 nomes, de jornalistas a parlamentares, com expectativa de influenciar posições a respeito de pesticidas. Monsanto domina o setor de sementes transgênicas de milho, trigo e soja.
AP
A Bayer afirmou nesta segunda-feira (13) que sua unidade Monsanto, que está sendo investigada por procuradores franceses por compilar arquivos de pessoas influentes no país para induzir posições a respeito de pesticidas, provavelmente fez o mesmo ao redor da Europa, sugerindo um problema potencialmente maior.
Procuradores franceses disseram na sexta-feira que haviam aberto um inquérito depois de o jornal “Le Monde” ter apresentado uma reclamação alegando que a Monsanto, adquirida pela Bayer por US$ 63 bilhões no ano passado, mantinha um arquivo de 200 nomes, incluindo jornalistas e parlamentares, com expectativa de influenciar posições a respeito de agrotóxicos.
No domingo, a Bayer reconheceu a existência dos arquivos, dizendo que acredita que nenhuma lei foi quebrada, mas que pedirá a uma empresa externa de advocacia para que investigue.
“É seguro dizer que outros países da Europa foram afetados pelas listas… Eu acredito que todos os Estados membros da União Europeia podem ter sido afetados”, disse nesta segunda-feira Matthias Berninger, chefe de assuntos públicos e sustentabilidade da Bayer.
Apesar de não ter dito que houve atividade ilegal e acrescentado que caberá a um escritório externo a avaliação da conduta, Berninger afirmou que há sinais de que a Monsanto não operou de forma justa no uso de dados privados.
Ele repetiu um pedido de desculpas emitido pela Bayer durante o fim de semana.