Monique Kessous reitera dom no terreno da canção popular ao mandar ‘SOS’


Cantora lança o inédito single autoral na sexta-feira, 22 de maio, véspera da live em que apresentará a música em transmissão ao vivo. Capa do single ‘SOS’, de Monique Kessous
Divulgação
Resenha de single
Título: SOS
Artista: Monique Kessous
Compositora: Monique Kessous
Gravadora: Edição independente da artista / ONErpm
Cotação: * * * 1/2
♪ Cantora e compositora carioca, Monique Kessous já mostrou que tem o dom de criar melodias de fácil assimilação. Essa habilidade para fazer no música no molde da canção popular de tonalidade pop romântica ficou especialmente evidenciada no bem-sucedido terceiro álbum da artista, Monique Kessous (2010), lançado há dez anos.
SOS – inédito single autoral que Kessous lança na sexta-feira, 22 de maio – investe nessa linha. Com arquitetura tão simples quanto sedutora, a composição surge em embalagem elegante na gravação sucinta de dois minutos e meio – com direito a um refrão pegajoso, como manda o manual do gênero.
Como o título já explicita, SOS soa como pedido de socorro em tempos tensos e incertos de pandemia e isolamento social. “SOS, por favor, me abrace agora / Diga que isso vai passar / Que tudo tem a sua hora / O vento traz, mas leva a dor embora”, suplica Kessous na canção gravada com produção musical capitaneada pela artista com o guitarrista Rodrigo Campello, também parceiro na produção do single anterior de Kessous, O seu celular (2019).
A arregimentação dos músicos – Alberto Continentino no baixo, Denny Kessous no violão e Rodrigo Tavares nos teclados, além de Campello – se mostrou acertada para dar à canção SOS a forma pop ideal.
A música pode não ser a mais inspirada do cancioneiro de Kessous (sobretudo se for confrontada com Calma aí, Coração e Frio, destaques do álbum de 2010), mas o single é bom e flui bem. Fluência que os seguidores da artista poderão comprovar ao vivo na live agendada pela cantora para as 21h de sábado, 23 de maio.
Admiradores de canções mais facilmente digeríveis – e nem por isso menos relevantes – devem atender o chamado de Monique Kessous.