Ministro do Meio Ambiente diz que alta do desmatamento na Amazônia é ‘inaceitável’

Segundo Joaquim Leite, é preciso que órgãos públicos atuem de forma ‘contundente’ contra crimes ambientais. Segundo Inpe, houve alta de 22% no desmatamento entre 2020 e 2021. O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou nesta segunda-feira (22) ser inaceitável o aumento do desmatamento na Amazônia e disse que o combate à deflorestação ilegal é uma fragilidade do Brasil.
O ministro deu a declaração durante uma entrevista de balanço dos resultados alcançados durante a COP 26. A conferência foi realizada em Glasgow, na Escócia.
Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou um relatório que apontou aumento de 22% no desmatamento da Amazônia entre 2020 e 2021.
A área desmatada na Amazônia foi de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, de acordo com números oficiais do governo federal, recorde nos últimos 15 anos.
O documento tem a data de 27 de outubro de 2021, dias antes do início da 26º Conferência do Clima da ONU, a COP26. Mesmo assim, o dado não foi citado.
Entidades que atuam na área ambiental apontam omissão do governo para evitar críticas durante a COP 26 e falam em “escândalo”. O governo, por sua vez, nega que tenha tido acesso ao levantamento antes da conferência.
“O momento agora é de comemorar a criação desse mercado global, mas é hora de agir na nossa principal fragilidade que é o desmatamento ilegal”, afirmou.
“Vamos fazer diante dos números inaceitáveis do desmatamento que foram anunciados na semana passada, junto com o ministro Anderson, de forma integrada, Ibama, ICMBIO, Força Nacional e Polícia Federal, irão atuar de forma contundente para eliminar os crimes ambientais, especialmente na Amazônia”, acrescentou.
Já para o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, o anúncio do recorde de desmatamento na Amazônia é surpreendente.
“Diante do recente e para nós surpreendente anúncio de elevação do desmatamento na Amazônia, faço questão, logo de início, de deixar claro desde já nosso pleno empenho no cumprimento dos compromissos anunciados”, disse o chanceler brasileiro.