Miguel Rabello segue a caravana de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro ao moldar as dez canções do primeiro álbum solo


Filho do pianista Cristovão Bastos apresenta dez músicas inéditas em disco tradicionalista de voz e violão. ♪ Não é por acaso que o tradicionalista Dori Caymmi já disse publicamente que se reconhece quando jovem ao ouvir a música de Miguel Rabello Bastos.
Basta ouvir os acordes iniciais da canção Notas de viagem para perceber que o cantor, compositor e violonista carioca tenta abrir caminho na trilha desbravada desde os anos 1960 por Dori e por outros expoentes da MPB.
Parceria de Rabello com Roberto Didio, Notas de viagem é a primeira das dez músicas inéditas que compõem o repertório inteiramente autoral do álbum Na caravana de fazer canções, disco disponível a partir desta sexta-feira, 20 de agosto, em edição da Acari Records, com capa que retrata Rabello em pintura feita à mão pela artista Letícia Leão.
Trata-se do terceiro título da discografia de Miguel Rabello, mas Na caravana de fazer canções é o primeiro álbum solo do artista.
Filho do pianista Cristovão Bastos e da cantora Amelia Rabello, além de sobrinho do violonista Raphael Rabello (1962 – 1995), Miguel Rabello está em cena desde 2015 e já lançou álbuns assinados com Luísa Lacerda (Meia volta, de 2017) e com Breno Ruiz (Diferente, de 2019).
Gravado inteiramente na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em um único dia, 27 de dezembro de 2020, no Estúdio Raphael Rabello da Casa do Choro, o álbum Na caravana de fazer canções dá o protagonismo absoluto a Miguel Rabello, aclimatando o cancioneiro do compositor na ambiência íntima do formato de voz e violão.
Capa do álbum ‘Na caravana de fazer canções’, de Miguel Rabello Bastos
Pintura de Letícia Leão
Além de ter posto voz e tocado violão em todas as dez faixas, Rabello criou todos os arranjos. Já a engenharia de som, mixagem e masterização do disco coube a Alexandre Hang.
Com 26 anos e mais de 100 composições autorais na bagagem, Miguel Rabello apresenta no álbum cinco parcerias com Paulo César Pinheiro e cinco com Roberto Didio.
Se a canção Lua mortiça ilumina a poética lírica de Pinheiro, Chamada de caboclo é convite a mergulho no Brasil profundo retratado pelo poeta, também letrista de A volta do marinheiro (Porto de Araújo nº 3), Líquida espada e Olhar de relance.
Com Roberto Didio, além da já mencionada Notas de viagem, Miguel Rabello assina Com você, Era você, Samba que nada tem e Shakesperiano.
No todo, Miguel Rabello segue a caravana tradicionalista de Dori Caymmi, Paulo César Pinheiro e Cia. ao moldar as canções desse primeiro álbum solo.