Microsoft supera previsões no 1º trimestre com computação em nuvem


Empresa passou os últimos cinco anos saindo da dependência do sistema operacional Windows para a venda de serviços baseados em computação em nuvem. Presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella, durante discurso
Sergio Perez/Reuters
A Microsoft superou estimativas de analistas de Wall Street para lucro e receita no 1º trimestre, divulgou a empresa em balanço financeiro. As altas foram impulsionadas por aumento surpreendente na receita do Windows e do negócio de computação em nuvem, cujo crescimento está desacelerando mas ainda traz bilhões de dólares adicionais.
O lucro subiu para US$ 8,8 bilhões, ou US$ 1,15 por ação, ante US$ 7,42 bilhões, ou US$ 0,96 por ação no mesmo período do ano passado. As ações subiram 3,2% após o anúncio, levando o valor de mercado da empresa para perto de US$ 1 trilhão.
Sob o comando do presidente Satya Nadella, a empresa passou os últimos cinco anos saindo da dependência do sistema operacional Windows para a venda de serviços baseados em computação em nuvem.
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O Azure, principal produto de computação em nuvem da Microsoft, concorre com a Amazon Web Services, que é líder desse mercado.
O crescimento nessa unidade desacelerou para 73% no trimestre, ante crescimento de 76% no trimestre fiscal anterior. O chefe de relações com investidores da Microsoft, Mike Spencer, disse que o declínio está em linha com o previsto, já que o negócio começa a amadurecer após anos de crescimento.
A Microsoft divulgou lucro de US$ 1,14 por ação, ante expectativas de US$ 1, segundo a companhia de análise IBES Refinitiv.
O resultado foi impulsionado principalmente pela forte receita de licenciamento do Windows a fabricantes de computadores, que aumentou 9% ano a ano, ante queda de 5% no trimestre anterior.
Enquanto as empresas transferiram suas tarefas de computação para a nuvem, a Microsoft rapidamente ganhou mercado. Mas analistas mostram preocupação de que a intensa concorrência com Amazon, Google e outras empresas, além dos custos de construção de centros de processamento de dados, possam acabar pressionando as margens.
A receita total da Microsoft subiu 14%, para US$ 30,5 bilhões no trimestre encerrado em 31 de março, superando a estimativa média dos analistas de US$ 29,84 bilhões, segundo dados da IBES Refinitiv.