Mercado aéreo doméstico não voltará aos níveis de 2019 antes de 2022, projeta Iata

A recuperação do mercado de voos internacionais virá ainda mais tarde, segundo associação internacional do setor. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) prevê um caminho longo de recuperação para o setor aéreo, após a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Na avaliação da entidade, em 2025, o setor aéreo global ainda será 10% menor do que era no ano passado. A previsão leva em conta projeções para a economia global feitas recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
O economista-chefe da Iata, Brian Pearce, também disse em teleconferência para jornalistas que o setor aéreo apresentou nos últimos anos um desempenho um pouco abaixo da economia global. “Essa defasagem no ritmo de crescimento do setor deve permanecer após a pandemia”, disse o executivo.
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A Iata estima que o setor aéreo irá se recuperar primeiro no segmento de voos domésticos e, mais tarde, em voos internacionais. A associação, que reúne 300 empresas aéreas no mundo, estima que o mercado de voos domésticos não voltará aos níveis de 2019 antes de 2022. A recuperação do mercado de voos internacionais virá depois disso.
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Pearce observou que ainda não existe uma padronização nas medidas de segurança sanitária adotada nos diferentes países para reduzir os riscos de contaminação nos aeroportos e durante os voos. A falta de padrão é um fator que inibe os consumidores a voltar a voar.
Além da preocupação dos passageiros com riscos de contaminação pelo novo coronavírus, pesa na recuperação do setor o aumento dos custos para viajar de avião. A Iata estima que os custos para viajar ficarão, em média, 50% mais caros após a pandemia.
Questionado sobre a recuperação judicial da Avianca Holdings e a situação do setor aéreo na América Latina, Alexander de Juniac, presidente da Iata, disse que a situação na América Latina não é diferente do que se encontra em outros continentes. Em todo o mundo, as empresas aéreas enfrentam grandes dificuldades financeiras e muitas restrições para voar. “No mundo todo, as companhias estão praticamente paradas. A Avianca é uma delas”, afirmou Juniac.
O executivo acrescentou que o governo da Colômbia estuda um plano de socorro para a Avianca superar a crise. “Talvez um ponto a ser considerado é que a capacidade de apoio financeiro dos governos da América Latina é mais limitado do que em países da Europa e Estados Unidos, por exemplo. A capacidade limitada de suporte dos governos desses países é algo que preocupa”, disse Juniac.
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