Melhores cenas de ‘Amor de Mãe’ estão na reta final, diz Chay Suede


Fase final começou na segunda (15) e tem 23 capítulos inéditos. Ator fala sobre ‘outro patamar de emoção’ quando elenco voltou a gravar na pandemia. Adriana Esteves e Chay Suede na reta final de ‘Amor de Mãe’
Divulgação/Globo
A reta final de “Amor de Mãe” vai ser intensa como ficou claro no episódio desta segunda (15). 23 capítulos inéditos vão resolver todas as histórias pendentes na trama de Manuela Dias.
Não só o público vibrou com a volta da novela, como também os atores. A sensação de voltar aos estúdios depois de tanto tempo foi marcante para Chay Suede e todo o elenco.
5 fatos sobre a fase final de ‘Amor de Mãe’
O ator que interpreta Danilo, filho de Thelma (Adriana Esteves) que, na verdade, é o filho perdido de Lurdes (Regina Casé), lembra do reencontro nos Estúdios Globo.
“A gente voltou muito emotivo, estava todo mundo à flor da pele, louco para encontrar e se abraçar, mas não podia. Fomos redescobrindo outras maneiras de se dar amor, de se dar carinho dentro e fora de cena”, afirma Chay em entrevista coletiva com jornalistas.
“Chegou um momento em que encontramos soluções junto com o Zé (Luiz Villamarim, diretor artístico da novela) e com a equipe para poder voltar a se encostar. Nessa hora, o negócio foi para outro nível, para outro patamar de emoção. As melhores cenas da novela estão nessa reta final”.
Medo de se distanciar do personagem
Por conta da pandemia, a novela foi interrompida em março do ano passado, e as gravações só foram retomadas em agosto.
Foram três meses de muitos testes, períodos de isolamento, cenas com aparatos de acrílico para separar os atores e uma equipe sempre paramentada.
Diretor José Luiz Villamarim dirige Nanda Costa na retomada das gravações de ‘Amor de Mãe’; Produção adotou um rígido protocolo de segurança por conta da Covid-19
Divulgação/TV Globo/João Miguel Junior
O fato de ficar meses “longe” do personagem foi algo que deixou Chay com receio de perder o que tinha sido construído até março.
“Já não sentia [o Danilo] tão perto de mim, tinha medo de não encontrá-lo e não ter tempo. A gente voltou para o set direto, não teve o período de reorganizar as coisas”, conta.
“Mas foi incrível, no segundo dia de gravação, as coisas voltaram magicamente”.
O sentimento é parecido com o de Clarissa Pinheiro, que interpreta a doméstica Penha. “Ela ficou naquela suspensão, mas na hora que você pisa no set, se monta, se reencontra e volta tudo”.
No final da primeira fase, a personagem começa a cuidar dos negócios de Belizário (Tuca Andrada), o policial corrupto e capanga de Álvaro (Irandhir Santos).
Belizário (Tuca Andrada) e Penha (Clarissa Pinheiro) em cena da 1ª fase de “Amor de Mãe”
Divulgação/TV Globo
Pandemia na trama
Personagens usando máscaras e o medo da pandemia são exemplos de como a crise sanitária foi inserida no contexto da novela.
Betina, personagem de Isis Valverde, volta a trabalhar como enfermeira para ajudar na linha de frente, mesmo depois de descobrir que é milionária.
Já Vitória (Taís Araújo) passará a defender mulheres que foram violentadas durante esse período.
Para reta final de ‘Amor de Mãe’, produção aplicou rígido protocolo de segurança; na foto, Regina Casé e Thiago Martins gravam com telas de acrílico
Reprodução/Instagram/Regina Casé
Inicialmente, a autora Manuela Dias foi resistente a inserir o tema em “Amor de Mãe”, mas viu que não tinha muitas opções, inclusive por conta da nova logística de gravação.
“A gente vai ver a Lurdes [personagem de Regina Casé] lavando as compras, vai ver as pessoas de máscara. Vamos ver os personagens se virando nessas situações. Todo mundo que conhecemos sem pandemia, vamos ver com pandemia.
“Mas a novela não é sobre a pandemia, assim como as nossas vidas não passaram a ser sobre a pandemia.”
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