Medida provisória libera R$190 milhões para lidar com fluxo de venezuelanos em Roraima


MP foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (12). Crédito será liberado ao Ministério da Defesa. Na praça Simón Bolívar, em Boa Vista, que recebe um número crescente de imigrantes recém-chegados ao Brasil, venezuelanos dependem de doações para se alimentar
Inaê Brandão/G1 RR/Arquivo
Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (12) uma medida provisória que libera um crédito de R$ 190 milhões para auxiliar ações humanitárias a venezuelanos que estão em Roraima.
Segundo a medida, o crédito, de caráter extraordinário, será repassado ao Ministério da Defesa para efetivar medidas de assistência emergencial e acolhimento humanitário.
A MP foi assinada pelo presidente Michel Temer (MDB) na sexta-feira (9).
Na semana passada, o ministro de Direitos Humanos, Gustavo do Vale Rocha, esteve em Roraima para averiguar a situação dos imigrantes.
Ele visitou a cidade de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e Boa Vista, onde esteve na praça Simón Bolívar, que é ocupada por mais de mil venezuelanos recém-chegados ao Brasil.
Na praça, o ministro disse que os imigrantes estão vivendo sem dignidade.
Imigração desenfreada
Roraima lida desde 2015 com a chegada desenfreada de venezuelanos, que estão deixando o país vizinho governado por Nicolás Maduro para escapar da crise política, econômica e social.
Para fugir na fome no país governado por Nicolás Maduro, muitos imigrantes enfrentam a pé e de carona os 215 Km que separam Pacaraima e Boa Vista. Na capital, eles vivem em abrigos, praças públicas e em casas ‘fantasmas’ sem móveis e com até 30 pessoas.
Segundo a prefeitura de Boa Vista, 40 mil venezuelanos vivem hoje na cidade, o que representa mais de 10% dos 330 mil habitantes da capital.
A imigração desordenada impacta setores como saúde e educação. Diante disso, governo e prefeitura cobram do governo federal ações mais concretas, especialmente a de interiorização, tendo em vista que no estado prevalece o funcionalismo público e não há indústrias que possam ofertar empregos para a crescente demanda de imigrantes.

Powered by WPeMatico