MC João, de ‘Baile de Favela’, comemora conquista de Rebeca Andrade em Tóquio


‘Medalha de prata com gosto de ouro’, afirmou o funkeiro. Atleta conquistou primeira medalha olímpica da ginástica feminina nesta quinta-feira (29). MC João comemorou a prata de Rebeca Andrade com ‘Baile de Favela’
Dylan Martinez/Reuters; Reprodução/Instagram/MCJoão
MC João comemorou a prata de Rebeca Andrade nas Olimpíadas de Tóquio nesta quinta-feira (29). A ginasta disputava o individual geral e fez o solo com “Baile de Favela” na última bateria.
O funkeiro, autor do hit de 2015, acompanhou a apresentação e comemorou a vitória da atleta.
“Medalha de prata com gosto de ouro, pra cima, guerreira!”, falou no Instagram.
Veja como foi apresentação que rendeu medalha abaixo:
VÍDEO: Veja apresentação que deu a prata para Rebeca Andrade nos jogos olímpicos
A ginasta ainda disputa o ouro com a apresentação na final do solo na manhã de segunda (2) e MC João segue na torcida.
Como ‘Baile de Favela’ entrou para o solo?
Rebeca Andrade durante solo da ginástica artística
Dylan Martinez/Reuters
Dos intervalos das Olimpíadas do Rio direto para Tóquio. A história de “Baile de Favela” no solo de Rebeca Andrade começou em 2016, quando Rhony Ferreira, coreógrafo da seleção brasileira, viu como o funk funcionava bem para “levantar a galera”.
Cinco anos depois, a ginasta se apresenta no Japão com um solo impecável com o funk MC João.
“Achei sensacional e via como aquela plateia toda, batia a palma junto, cantava. Pensei: ‘Que bacana para a gente usar um dia justamente para levantar a galera, né?’. Fiquei com essa cartinha na manga”, diz Ferreira ao G1.
O funk de 2015 é um marco na expansão do funk de São Paulo ao citar os principais fluxos da periferia paulista, mas ele não é o único elemento da apresentação da ginasta.
Como ‘Baile de Favela’ foi parar nas Olimpíadas de Tóquio com Rebeca Andrade
Ferreira conta que precisava de outra música para fazer o contraponto com “Baile de Favela” e optou por procurar entre os clássicos.
“Cheguei na ‘Tocata e Fuga’, do Johann Sebastian Bach, que é tocado em órgão de tubo, uma coisa bem séria, bem. Achei original essa mistura de uma coisa tão clássica com outra tão moderna”.