‘Marighella’, dirigido por Wagner Moura, vai estrear em 4 de novembro, aniversário da morte do guerrilheiro


Longa chega aos cinemas brasileiros mais de dois anos após sua estreia mundial. Seu Jorge interpreta escritor, político e guerrilheiro ao lado de Bruno Gagliasso, Adriana Esteves e Humberto Carrão. Trailer de ‘Marighella’
Após ter o lançamento adiado algumas vezes nos últimos dois anos, o filme “Marighella” ganhou nova data de estreia: 4 de novembro de 2021. A data marca os 52 anos do assassinato do guerrilheiro brasileiro.
O longa é inspirado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães e foca nos últimos cinco anos de vida de Carlos Marighella, escritor, político e guerrilheiro, de 1964 até sua violenta morte em uma emboscada em 1969.
Veja entrevista com Wagner Moura
“Marighella” é o primeiro trabalho de Wagner Moura na direção. Seu Jorge interpreta o protagonista e contracena com Bruno Gagliasso, Adriana Esteves, Humberto Carrão, Rafael Lozano, Luiz Carlos Vasconcelos, Herson Capri e Bella Camero.
A estreia mundial do longa ocorreu no Festival de Berlim de 2019, no qual o filme foi aplaudido de pé. Ele também por outros festivais internacionais em Seattle, Hong Kong, Sydney, Santiago, Havana, Istambul, Atenas, Estocolmo e Cairo.
Seu Jorge e o diretor Wagner Moura no set de ‘Marighella’. Filme estreia no Festival de Berlim 2019
Divulgação
Pedido de reembolso vetado
Em agosto de 2019, a Diretoria Colegiada da Ancine vetou um pedido de reembolso de mais de R$ 1 milhão feito pela produtora do filme “Marighella”. Segundo a decisão da diretoria, o pedido foi negado porque os recursos pelos quais a produtora O2 pede reembolso são parte da receita já aprovada para o projeto. Eles não poderiam, então, ser ressarcidos com recurso público.
Na mesma reunião, a diretoria negou outro requerimento em relação ao filme, feito pela O2 e pela SM Distribuidora em 8 de agosto. As empresas pediam que o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) reavaliasse os prazos de investimento na comercialização do filme.
Produtora e distribuidora propuseram que as obrigações fossem cumpridas antes da assinatura do contrato de investimento na produção. Segundo estabelece o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria Audiovisual, para ter este direito, é preciso já ter o contrato.
Procurada pelo g1, a O2 disse que o pedido de revisão de prazos foi motivado pela “morosidade do FSA no processo de contratação e nele a O2 apenas formulou questionamento acerca da viabilidade da obrigação de oferta ao Fundo ser cumprida antes da efetiva contratação”.
Em entrevista ao g1em abril do ano passado, Moura comentou a situação. “Não recebemos o dinheiro do Fundo Setorial, o qual teríamos direito. Tomamos essa posição. Os produtores foram valentes em fazer isso. Então, estou muito tranquilo.”
“Me angustiou muito o começo, quando o filme não estreava por uma pressão do governo. Uma má vontade da Ancine. Um episódio claro de censura”, disse o diretor.