Mais de 6 toneladas de pescado foram apreendidas no período de defeso no AP


Proteção das espécies para reprodução iniciou em 15 de novembro de 2017 e encerrou no dia 15 de março. Flagrantes foram feitos pelo Imap e Polícia Militar. Apreensão de peixes no período de defeso em porto no Amapá
Imap/Divulgação
Mais de 6 toneladas de pescado irregular foram apreendidas em portos e embarcações de Macapá e Santana no período de defeso, que iniciou em 15 de novembro de 2017 e encerrou no dia 15 de março.
Do total, cerca de 4 toneladas foram recuperadas pelo Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), e pouco menos de 3 pelo Batalhão Ambiental, da Polícia Militar (PM). A quantidade foi um maior que no ciclo anterior, que recolheu em torno de 5 toneladas.
O período de defeso é definido através de portarias do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e prevê a proteção das espécies durante a época da reprodução.
Ao todo, 20 espécies deveriam estar protegidas da pesca no Amapá
Batalhão Ambiental/Divulgação
Ao todo, 20 espécies ficam protegidas. Para que a medida seja cumprida, as fiscalizações acontecem com mais frequência, citou o diretor-presidente do Imap, Bertholdo Dewes Neto.
“Nesse período, as fiscalizações são intensificadas porque é um período que não pode ter esse tipo de pescado para a comercialização. Esse é o período que as espécies têm de não sofrer a pressão da pesca para poder se reproduzir e o meio ambiente continuar em equilíbrio, e não faltar pescado no futuro”, reforçou Dewes.
Entre as espécies mais apreendidas e que tinham a pesca proibida estão aracú, traíra, pescada, pirapitinga, tamuatá, e principalmente tambaqui.
“Apreendemos muito tambaqui na época de defeso, principalmente esse ano. Em uma apreensão foram 500 quilos só dessa espécie”, lembrou a chefe de fiscalização do Imap, Edilene Ribeiro.
Pescado apreendido foi doado para instituições sem fins lucrativos de Macapá e Santana
Imap/Divulgação
De acordo com Edilene, na maioria dos casos, os criminosos não são localizados. No período de defeso entre 2017 e 2018, nenhuma pessoa recebeu multa por pesca e transporte ilegal de pescado protegido.
“Quando vamos na fiscalização, geralmente não aparece o dono do pescado. Quando está, ele não se apresenta. A gente apreende o material, e vê se pode fazer doação. Quando alguém é identificado, a pessoa é notificada, autuada e multada. Para pessoa física é R$ 2,5 mil, em média, depende da quantidade de peixe apreendido”, descreveu.
Os pescados apreendidos em condições de consumo foram doados para instituições sem fins lucrativos como a Casa da Hospitalidade de Santana, Abrigo São José, Instituto do Câncer Joel Magalhães (Ijoma), Centro de Saúde Frei Daniel Samarate Capuchinhos, e outros.
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Powered by WPeMatico