Mais de 100 mil estudantes se cadastraram para ajudar no combate ao coronavírus


Objetivo do cadastro é realizar o encontro dos estudantes com a demanda dos estados e municípios por profissionais para atuar no SUS. Uma profissional de saúde mede a pressão arterial de uma mulher com suspeita de Covid-19 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, em 6 de maio
Silvia Izquierdo/AP/Arquivo
Mais de 100 mil alunos da área de saúde se cadastraram no Ministério da Saúde para suprir demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e atuar no combate ao novo coronavírus. São 106.667 estudantes de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia que estarão disponíveis para ajudar gestores federais, estaduais e municipais.
O objetivo do cadastro é realizar o encontro da demanda dos estados e municípios por serviços de saúde com a oferta de estudantes no sistema, segundo o Ministério. Até o fim da tarde desta segunda (18), 1.428 estudantes haviam sido recrutados por gestores através do sistema.
Os alunos convocados podem trabalham em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades. Eles passam por uma capacitação e recebem uma bolsa de acordo com a carga horária a ser cumprida: R$ 1.045,00, para 40 horas semanais, e R$ 522,50, para 20 horas semanais. As horas trabalhadas podem ser contabilizadas como horas de estágio obrigatório pelas instituições de ensino.
Para se cadastrar, os alunos de Medicina devem estar cursando os últimos dois anos da graduação e os de Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia, o último ano do curso. A permissão de trabalho é temporária e vai durar apenas durante o período emergencial na saúde pública.
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