Maestro James Levine, ex-regente do Met Opera de Nova York, morre aos 77 anos


Levine foi acusado de abuso sexual no final de 2017 e foi afastado da instituição após 40 anos em posições de destaque. Morte aconteceu na terça (9) de ‘causas naturais’, mas só divulgada nesta quarta (17). James Levine
Michael Dwyer / AP
O maestro James Levine faleceu, aos 77 anos, três anos após um escândalo de abuso sexual que encerrou sua carreira, manchada apesar de quarenta anos na direção musical da Metropolitan Opera de Nova York.
Levine morreu de “causas naturais” na terça (9) em Palm Springs (Califórnia), disse seu médico de longa data, Len Horovitz, à AFP nesta quarta-feira (17), sem maiores detalhes, confirmando informações do New York Times.
Acusações de abuso sexual
James Levine, em foto de março de 2008
Mary Altaffer/AP/Arquivo
O Metropolitan Opera anunciou, em dezembro de 2017, o afastamento do regente James Levine após ser acusado de abusar sexualmente de vários músicos.
A atitude foi tomada após a publicação de um primeiro depoimento acusando Levine de ter abusado um jovem músico por anos desde 1985. As agressões teriam começado quando o instrumentista tinha 15 anos.
Depois, outros três músicos afirmaram ter sido abusados sexualmente em condições similares pelo diretor de orquestra.
Levine foi demitido em março do ano seguinte, após a investigação sobre o caso concluir que ele teve uma conduta “sexualmente abusiva e agressiva em relação a artistas vulneráveis no início das carreiras”.
O maestro estava há 40 anos em posições de destaque na casa de ópera mais famosa dos Estados Unidos.
LEIA MAIS: Orquestras na quarentena seguem vivas com gravações em casa e renegociação de contratos
VÍDEOS: personalidades que morreram em 2021