Luna Vitrolira transpõe narrativa poética de livro para disco produzido pelo pianista Amaro Freitas


♪ Quando lançou há três anos o primeiro livro de poemas, Aquenda – O amor às vezes é isso (2018), Luna Vitrolira apresentou performático espetáculo musical no Recife (PE), cidade onde reside a artista pernambucana de atuais 28 anos.
Na ocasião, a escritora, poeta, atriz, cantora e apresentadora – Mestra em Teoria da Literatura – já vislumbrava disco baseado no livro. Com o mesmo título do elogiado livro, o álbum Aquenda – O amor às vezes é isso foi lançado nos players digitais na sexta-feira, 26 de março, em edição da gravadora Deck, duas semanas após ter sido anunciado pelo single Ajoelha e reza.
Ninguém menos do que o pianista pernambucano Amaro Freitas pilota os sintetizadores e assina a produção musical e os arranjos deste disco em que Luna parte de narrativa poética do livro para discutir os padrões do amor romântico ocidental.
Capa do álbum ‘Aquenda – O amor às vezes é isso’, de Luna Vitrolira
Divulgação
Com sonoridade anticonvencional, o disco Aquenda resulta pautado por polifonia que transita por gêneros musicais como jazz, brega-funk – gênero reprocessado em Vaza, faixas que agrega os poetas Bell Puã (PE), Bione (PE), Cristal (RS), Mel Duarte (SP), Roberta Estrela D’Alva (SP) e Tatiana Nascimento (DF) – e samba de coco, cujas células rítmicas estão entranhadas nas camadas de Teu olhos, faixa que também embute a batida do maracatu.
Já a autobiográfica Abre alas traz a voz de Xênia França e flerta com o trap ao incorporar o beat de Pupillo – baterista projetado na cena musical recifense dos anos 1990 – enquanto Saliva e água benta busca a atmosfera cristã do canto gregoriano.
José Paes de Lira, o Lirinha, também integra o time de convidados reunidos por Luna Vitrolira em Aquenda – O amor às vezes é isso, álbum mixado e masterizado por Bruno Giorgi.