Lucro líquido da Telefônica sobe 22,2% no 1º trimestre


Companhia atribuiu resultado ao controle de custos, à expansão de 14,9% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e a menores despesas financeiras incorridas no período. Sede da Vivo, em São Paulo.
REUTERS/Nacho Doce
A Telefônica Brasil divulgou nesta quinta-feira (9) que obteve no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, representando um aumento de 22,2% em relação aos R$ 1 bilhão registrados no mesmo período de 2018. Os resultados consideram os efeitos da adoção da norma contábil IFRS 16 nos números dos primeiros três meses deste ano.
A companhia atribuiu o resultado ao controle de custos, à expansão de 14,9% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e a menores despesas financeiras incorridas no período.
A receita operacional líquida da companhia cresceu 1,7%, indo de R$ 10,7 bilhões para R$ 10,9 bilhões.
A receita operacional líquida da unidade de serviços móveis apresentou crescimento de 4,7%, para R$ 7 bilhões, com a expansão de 8% da receita de dados e serviços digitais e com o crescimento de 55,1% dos ganhos com aparelhos, resultado da forte atividade comercial no período e da maior migração de clientes para planos pós-pago com maior volume de dados.
Já receita operacional líquida de serviços de telefonia e internet fixa registrou queda de 3,2%, para R$ 5,8 bilhões, prejudicada pela queda de 18,4% da receita com linhas telefônicas fixas, afetada pela maturidade do serviços e à substituição de linhas fixas por aparelhos móveis. A receita com internet banda larga cresceu 12,6% no período, impulsionada pelo avanço de 49,6% da receita com o serviço de fibra óptica até a residência do cliente (FTTH, na sigla em inglês).
Os custos operacionais recuaram em 5,4%, para R$ 6,6 bilhões, com os custos com pessoal recuando em 5,8%, para R$ 904 milhões, em função das reestruturações organizacionais ocorridas em 2018 e no começo deste ano e menores gastos com remuneração variável. Os custos dos serviços prestados baixaram em 11,8%, para R$ 2,4 bilhões. Excluindo os efeitos do IFRS 16, eles subiram 1,1%, para R$ 7 bilhões, com os maiores gastos com a ampliação da infraestrutura de rede no período, em virtude da expansão da cobertura de internet 4G e 4.5G e fibra óptica.
As despesas financeiras líquidas da Telefônica Brasil recuaram em 48,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2018, para R$ 90 milhões. A redução foi motivada pelo menor endividamento líquido, redução nas taxas de juros e menores despesas de atualizações monetárias, efeitos adicionados à atualização financeira do crédito extraordinário gerado em 2018 referente às decisões judiciais sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 14,9%, para R$ 4,3 bilhões, com a margem crescendo em 4,6 pontos percentuais (p.p.), para 39,7%. A companhia atribuiu o avanço à expansão da receita da unidade de serviços móveis e de internet ultra banda larga, junto com medidas de melhoria da eficiência de custos.