Lucro da dona da marca Burger King no Brasil cai 65% no 1º trimestre


Receita da BK Brasil, entretanto, cresceu 38%, para R$ 665,3 milhões, influenciada pelo avanço de 5,9% nas vendas comparáveis. Burger King no Brasil
Reprodução/Burger King Brasil/Facebook
O BK Brasil Operação e Assessoria a Restaurantes registrou lucro líquido de R$ 3 milhões no primeiro trimestre de 2019, queda de 65% ante o mesmo período do ano anterior. A receita, na mesma base de comparação, avançou 38%, para R$ 665,3 milhões, influenciada pelo crescimento de 5,9% nas vendas comparáveis.
Segundo a companhia, master-franqueada da Burger King Corporation e da Popeyes Louisiana Kitchen para o Brasil, o recuo no lucro está relacionado à adoção da norma contábil IFRS 16, que altera a maneira como as empresas reconhecem contratos de arrendamento.
Com a mudança, o BK Brasil registrou um efeito não recorrente no valor de R$ 4 milhões com depreciação e amortização da aquisição do franqueado, o que foi parcialmente compensado pelo reconhecimento do imposto de renda diferido no valor de R$ 7 milhões.
Se fossem desconsiderados os efeitos da IFRS 16, o lucro seria de R$ 8 milhões, informou a administração do BK Brasil hoje.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 81,5 milhões, alta de 151% ante o primeiro trimestre de 2018.
Em termos ajustados, considerando baixas de ativo imobilizado, o Ebitda foi de R$ 86 milhões, avanço de 136,4%. Excluindo os efeitos da IFRS 16, o Ebitda ajustado teria crescido 42,4%, passando de R$ 36 milhões para R$ 52 milhões.