Lições da indústria pornô podem ajudar Hollywood a se adaptar ao novo coronavírus


Indústria pornô de Los Angeles criou seu próprio sistema de testes e banco de dados nos anos 1990 para proteger os atores durante a epidemia de HIV/Aids. Pessoa caminha em frente ao letreiro de Hollywood durante pandemia do novo coronavírus
Patrick T. Fallon/Reuters
Enquanto Hollywood tenta descobrir como retomar a produção de filmes e programas de TV na era do novo coronavírus, um setor pode estar melhor preparado do que outros para lidar com os desafios.
A indústria pornô de Los Angeles criou seu próprio sistema de testes e banco de dados nos anos 1990 para proteger os atores durante a epidemia de HIV/Aids.
Agora, ela está usando esse sistema para desenvolver protocolos para produzir entretenimento adulto durante a pandemia de Covid-19.
“Quando começamos a falar sobre Covid, nos sentimos muito bem preparados, porque temos toda uma história de testes no setor, além de rastreamentos de contatos e paralisações de produção”, disse Mike Stabile, porta-voz da Free Speech Coalition, uma associação comercial para a indústria de entretenimento adulto dos Estados Unidos.
“Este é obviamente um tipo diferente de vírus, é um tipo diferente de ameaça, mas entendemos em geral como ele funciona e o que precisamos fazer para nos proteger”, afirmou ele.
Os protocolos foram estabelecidos no final dos anos 1990, depois que um ator pornô falsificou um teste de HIV e infectou vários outros na indústria.
A estrela pornô Sharon Mitchell, que agora é sexóloga, criou um sistema conhecido como PASS (Performer Availability Scheduling Services), no qual os atores pornográficos devem fazer o teste de doenças sexualmente transmissíveis a cada 14 dias. Os resultados são inseridos em um banco de dados que informa produtores e diretores.