Leila Pinheiro festeja 60 anos com álbum que inclui música inédita de Adriana Calcanhotto


Cantora lança em 16 de outubro um disco de voz & piano gravado sob direção artística do DJ Zé Pedro, com composições de Chico Buarque, Fátima Guedes, Sueli Costa e Zélia Duncan. Leila Pinheiro com o DJ Zé Pedro, que mostrou à cantora músicas inéditas como ‘Súbita primavera’, de Moacyr Luz e Fátima Guedes
Acervo pessoal Leila Pinheiro
♪ Nascida em 16 de outubro de 1960, Leila Pinheiro está em cena desde 1980, ano em que montou o show Sinal de partida na cidade natal de Belém (PA). Os 60 anos de vida e os 40 de carreira serão comemorados pela cantora, compositora e pianista paraense com o lançamento do álbum Melhor que seja rara, estrategicamente programado pela gravadora Joia Moderna para 16 de outubro, dia do aniversário da artista.
Entre as 12 músicas do repertório desse álbum de voz & piano, o primeiro de Leila no formato, há novidades como Nada – canção inédita de Adriana Calcanhotto com Antonio Cicero – e Saudade, música feita pela própria Leila em 2004 a partir de poema de Clarice Lispector (1920 – 1977).
Disco orquestrado por Leila Pinheiro sob a direção artística do DJ Zé Pedro, Melhor que seja rara é nada menos do que o quarto álbum lançado pela cantora ao longo deste ano de 2020.
Em 13 de março, a artista lançou Vamos partir pro mundo, songbook da parceria de Antonio Adolfo com Tibério Gaspar (1943 – 2017), gravado e assinado por Leila com Adolfo. Em 3 de abril, foi a vez do álbum Faz parte do meu show – Cazuza em bossa, registro do espetáculo de 2018 em que Leila, Roberto Menescal e Rodrigo Santos cantam o repertório de Cazuza (1958 – 1990) em clima de bossa nova. Em 7 de agosto, a cantora voltou ao mercado fonográfico com a edição do álbum Cenas de um amor, gravado com o grupo instrumental paulistano Seis com Casca.
O quarto álbum de Leila Pinheiro em 2020 é o desenvolvimento de projeto de disco voz e piano arquitetado em 2016, já sob a direção artística do DJ Zé Pedro, e então intitulado Disco de tristeza.
Mas não se trata do mesmo disco de 2016, embora algumas músicas tenham permanecido no repertório. São os casos de Outra vez, nunca mais (Sueli Costa e Abel Silva, 2003), de Quem viu, quem vê (Marcelo Jeneci, Zélia Duncan e Alice Ruiz, 2009), de Súbita primavera – parceria (inédita em disco) de Fátima Guedes com Moacyr Luz que Leila já vem cantando em shows e lives desde que Zé Pedro lhe mostrou este samba-valsa-canção – e de Disco (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2017), cuja letra continha o título inicial Disco de tristeza.
Outra preciosidade mantida no disco é Deixa pra lá, música obscura de autoria somente de Vinicius de Moraes (1913 – 1980), lançada em 1957 na voz da cantora Isaura Garcia (1923 – 1993).
A música que batiza o álbum Melhor que seja rara é parceria do cantor e compositor paulistano Guilherme Rondon com Zélia Duncan. Lançada em 2016 no quinto álbum solo de Rondon, a canção Melhor que seja rara já vinha sendo cantada em shows por Leila desde 2018.
Completam o repertório do disco as músicas Amplidão (Chico César, 2006), Dia tão cinzento (Nuno Ramos, 2009), Por que era ela, porque era eu (Chico Buarque, 2005) e Talvez (2020), samba-canção de Cezar Mendes e Tom Veloso recém-lançado na voz de Caetano Veloso em single editado em agosto.
A capa do álbum Melhor que seja rara estampará foto em que Leila é vista em casa, ao piano, instrumento com o qual a cantora vislumbra há 40 anos o rico horizonte musical que pauta a discografia da artista.