Lee Konitz, saxofonista que tocou com Miles Davis, morre por causa do coronavírus


Um dos mais reconhecidos saxofonistas do jazz, ele participou de gravações que deram origem a álbum ‘Birth of the cool’, de Davis. Lee Konitz em foto publicada no Facebook
Reprodução/Facebook/Lee Konitz
Lee Konitz, um dos mais reconhecidos saxofonistas do jazz americano, morreu nesta quarta-feira (15), aos 92 anos, em um hospital de Nova York.
Seu filho, Josh Konitz, confirmou à rádio americana NPR que a causa foi uma pneumonia causada pelo novo coronavírus.
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Devoto da improvisação, o músico participou de uma das gravações mais famosas da história do jazz. Em 1949 e 1950, ele tocou com Miles Davis nas sessões que dariam origem ao álbum de 1957 de Davis, “Birth of the cool”. Konitz era o último participante ainda vivo dessas gravações.
Nascido em Chicago em 1927, Konitz aprendeu clarinete aos 11 anos e migrou para o saxofone um ano depois,
Em uma carreira que durou mais de sete décadas, ele ainda tocou ao lado de Charles Mingus, Ornette Coleman, Elvin Jones, Dizzy Gillespie, além de trabalhar em colaborações com Charlie Haden e Brad Mehldau.
Ele deixa dois filhos, Josh e Paul, e três filhas, Rebecca, Stephanie e Karen.
Mortes no jazz
Konitz é mais um ícone do jazz a morrer por causa da Covid-19.
Complicações causadas pela doença também tiraram as vidas de Manu Dibango, saxofonista camaronês e lenda do afro-jazz, do trompetista americano Wallace Roney, do guitarrista de jazz Bucky Pizzarelli e do pianista Ellis Marsalis Jr., considerado um dos país do jazz no final do século 20.