‘kidding’: uma série fofa, absurda, original e imperdível


Jim Carrey em cena de ‘Kidding’
Divulgação
A chegada de “Kidding” por aqui é uma das coisas mais legais deste ano bosta de 2020.
A série, criada por Dave Holstein, estreou em 2018, é verdade – mas aí o Globoplay já trouxe logo a primeira e a segunda temporadas juntas, então a gente total perdoa a demora.
Porque “Kidding” é uma série fofa, querida, que dá um quentinho no coração, mas também é sarcástica, esperta, engraçada, inesperada. E um pouco triste. É meio absurda (alguns personagens são fantoches, por exemplo, e tem um episódio que é basicamente um musical infantil). E é, sem dúvida, uma das séries mais originais que eu vejo nos últimos anos.
O protagonista, vivido por Jim Carey (que está excelente com seu cabelinho chanel, é preciso dizer), é basicamente o homem mais bonzinho do mundo. Ele é Jeff – ou Mr. Pickles, como é conhecido -, um apresentador infantil amado por crianças de várias gerações que encara esse trabalho como uma missão de vida.
Seu programa tem franquias em dezenas de países, centenas de produtos licenciados, e ainda assim ele vive uma vida sem luxos, sem nenhum comportamento de estrela, e parece amar sinceramente todas as crianças do mundo. Às vezes parece um idiota, quase sempre é um gênio.
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Quando a série começa, Jeff está enfrentando o luto pela morte do filho, um ano atrás, lidando (mal) com o fim de seu casamento e a revolta adolescente de seu outro filho (que é gêmeo idêntico do irmão que morreu).
Está tentando convencer seu pai, diretor de seu programa e CEO das organizações Pickles e, portanto, seu chefe, de que é preciso falar sobre morte para as crianças no programa, do qual participa ainda sua irmã, Didi (Catherine Keener), criadora dos fantoches e mãe de uma família bem disfuncional.
A série trata de luto, perda, dramas familiares e faz tudo isso com delicadeza e ironia, às vezes beirando a maluquice total – especialmente na segunda temporada, que começa esquisita, fica hilária e termina com a gente abraçando a TV em lágrimas. Que também são de alegria.
Porque (e desculpe se aqui eu fico piegas como o Mr. Pickles) encontrar uma série assim é um privilégio e uma sensação boa demais. Então: não deixe de ver. A vida já está muito difícil pra gente deixar passar uma joia como “Kidding”.
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Ah, mesmo que você esteja fazendo uma maratona, nunca aperte a opção “pular a abertura”: a abertura dessa série dura tipo 10 segundos, é diferente a cada episódio e sempre genial.
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Ah2: vários episódios da série são dirigidos por Michel Gondry, de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”.