Justiça decreta prisão preventiva de vice e outros dois suspeitos de atentando contra prefeito


Eles já estavam detidos, mas agora devem continuar presos por tempo indeterminado. Atentando contra Elson Lino Aguiar (MDB) foi na última quarta-feira. Vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi preso
Reprodução/TV Anhanguera
A juíza Aline Marinho Bailão Iglesias, da 1ª Escrivania Criminal de Novo Acordo, acaba de decretar a prisão preventiva do vice-prefeito da cidade, Leto Moura Leitão Filho (PR), e de outros dois suspeitos de envolvimento com o atentando contra o prefeito Elson Lino Aguiar (MDB). Os três já estavam detidos, mas agora devem continuar presos por tempo indeterminado.
O pedido tinha sido feito pelo promotor Leonardo Valério Púlis, do Ministério Público Estadual. No documento ele afirma que ” liberdade dos flagrados colocará em risco a ordem pública e abalará a credibilidade da justiça, deixando a sociedade a mercê de suas delinquências”. Os argumentos foram acolhidos pela juíza.
Gustavo Araújo da Silva foi preso suspeito de ser o executor do crime
Divulgação/Polícia Civil
Além de Leto Moura Leitão, a medida se aplica ao empresário Paulo Henrique Sousa, que teria intermediado o crime; e ao suposto pistoleiro, Gustavo Araújo da Silva.
O atentando contra Elson Lino Aguiar (MDB) foi na quarta-feira (11). Ele levou três tiros dentro de casa, inclusive um na cabeça. O político, conhecido na cidade como Dotozim, segue internado no Hospital Geral de Palmas. Ele passou por uma cirurgia de reconstrução facial na sexta-feira (11) e o estado de saúde é considerado estável.
O empresário Paulo Henrique Sousa é investigado por intermediar o crime
Divulgação/Polícia Civil
O crime
O prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (MDB), de 59 anos, foi baleado na cabeça ao sofrer o atentado na tarde desta quarta. A família informou que o ele estava sozinho dentro de casa quando tudo aconteceu.
O imóvel não é murado e a porta da sala estava destrancada. O atirador entrou e abriu fogo contra o prefeito dentro do quarto dele. O gestor conseguiu chegar até a parte de fora, onde pediu socorro.
A prisão
O vice-prefeito foi preso em flagrante no dia seguinte ao ataque. A Polícia Civil acredita que o crime foi encomendado após o prefeito e o vice se desentenderem em função da divisão de dinheiro de propinas na cidade.
Junto com o vice, também foram detidos o empresário e um suposto pistoleiro, que teriam auxiliado no planejamento e execução do atentando. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito.
Outro lado
O vice-prefeito negou qualquer participação no crime na saída da delegacia. “Sou inocente. não mandei matar ninguém. Dotozin é meu amigo”, afirmou Leitão.
Já o advogado do prefeito Elson Aguiar repudiou a acusação de envolvimento em um esquema de propina na cidade.
“O atual prefeito jamais permitiu qualquer tipo de ato ilícito durante o seu mandato, inclusive, nunca permitiu que se efetivasse qualquer pagamento a fornecedor sem processo licitatório devidamente formalizado”, diz nota enviada pela defesa.
Os outros dois citados não quiseram falar com jornalistas.
Prefeito foi levado ao HGP após ser baleado na cabeça
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