Júri popular de acusados de envolvimento em morte de PM é suspenso no ES


Os advogados de defesa questionaram a participação do promotor de Justiça designado para o julgamento. Ainda não há uma nova data. O júri popular de quatro acusados de envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar Ítalo Bruno Pereira Rocha foi suspenso nesta quinta-feira (16).
Os advogados de defesa questionaram a participação do promotor de Justiça designado para o julgamento. A decisão foi da juíza Daniela Freitas Nemer. Ainda não há uma nova data.
O soldado foi executado a tiros e pedradas no bairro Jardim Carapina, na Serra, na Grande Vitória, no dia 30 de agosto de 2015. Outro PM estava com Ítalo e foi baleado no braço. Segundo o colega, os dois foram ao bairro para encontrar duas jovens conhecidas da vítima e foram recebidos com tiros nas proximidades de um baile funk. Câmeras de videomonitoramento gravaram a ação.
Soldado é executado a tiros e pedradas em Jardim Carapina, na Serra
No total são 11 acusados de envolvimento no crime e a previsão, antes da suspensão, era de que o júri continuasse nesta sexta-feira (17), no Fórum Criminal da Serra.
Um dos advogados de defesa, Ricardo Pimentel Barbosa, explicou o motivo do desacordo com a escolha do promotor. “O Ministério Público designou um promotor de Justiça sem atribuições para esta comarca. É um promotor que hoje está lotado em Cariacica e veio fazer o júri aqui. Então foi desrespeitada a lei e também a hierarquia da isntituição do Ministério Público”, falou.
Soldado Ítalo Bruno foi morto no bairro Jardim Carapina, na Serra
Reprodução/Facebook
Júri já havia sido adiado antes
Já houve uma primeira tentativa de júri popular do caso no mês de maio deste ano, mas o julgamento foi adiado. Na época, isso aconteceu porque o familiar de uma das juradas morreu naquele dia.
Quem são os quatro acusados
Fábio Barbosa da Cruz, de 21 anos: foi preso com o talão de cheques do soldado.
Fábio Barbosa da Cruz acusado de participar de morte de PM no Espírito Santo
Arte/ TV Gazeta
Fabrício Barbosa da Cruz, de 21 anos: irmão gêmeo de Fábio, acusado de jogar uma pedra no soldado e dar vários golpes na vítima.
Fabrício Barbosa da Cruz, acusado de participar de morte de PM no Espírito Santo
Arte/ TV Gazeta
Weverton Silva Rodrigues, de 21 anos: deu vários tiros no policial
Weverton Silva Rodrigues, acusado de participar de morte de PM no Espírito Santo
Arte/ TV Gazeta
Alessandro Guimarães de Oliveira
Indiciados
Os sete primeiros indiciados foram presos poucas horas após o crime, e três deles confessaram ter participado da morte de Ítalo.
Para a polícia, os suspeitos, que pertencem à Gangue do Campo, disseram ter confundido os policiais com integrantes da Gangue do Ponto Final, grupo rival a eles. Todos negaram saber que as vítimas eram policiais militares.
Um dos suspeitos alegou ainda que os militares já chegaram atirando no baile funk, mas a versão não convenceu a polícia.
Dos doze indiciados, onze pessoas vão responder por homicídio (triplamente qualificado), além de outros crimes, como associação criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, porte ilegal de arma, furto.
Apenas um não responderá por homicídio, mas só por tráfico de drogas e associação para o tráfico. As informações são da assessoria da Polícia Civil.