Jurados de julgamento do ex-empresário Rizzo serão sorteados em Nova Ponte

Ele e mais dois acusados vão a júri popular por homicídio em Indianópolis. José de Jesus Rizzo era dono de cinco escolas na região; motivo do crime seria causa trabalhista. Serão sorteados na tarde desta quinta-feira (22) os 21 jurados para o julgamento do empresário José de Jesus Rizzo, de Hudson Vieira e Wônimo Carlos Moreira. Os três vão a júri popular no dia 11 de abril, às 9h, em Nova Ponte. Eles são acusados de matar duas pessoas em 2002 na cidade de Indianópolis, sendo uma das vítimas um ex-funcionário de Rizzo.
No dia do julgamento, os sete jurados que compõem o júri serão sorteados. Não podem participar do júri pessoas ligadas ou envolvidas no processo. Os participantes sorteados devem ser cidadãos considerados idôneos.
O advogado de Rizzo tentou um recurso para que cada réu seja julgado de forma individual, mas o pedido foi indeferido pela Justiça no último dia 15 e o julgamento está mantido para a data prevista.
O julgamento
Os advogados dos réus informaram que a principal defesa do empresário é negar a participação no crime. Já o advogado de Hudson Vieira e Wônimo Carlos Moreira disseram que iriam definir a linha de defesa dos clientes nos próximos dias.
Além do trio, o réu Daniel Davi de Souza também foi acusado de ter participação no crime, no entanto, não teve a data do julgamento marcada porque ainda há recursos em andamento. Os quatro respondem por duplo homicídio triplamente qualificado.
Crime
Conforme as investigações, a Marco Antônio Aquino, que era funcionário do empresário, e o cunhado Wagner Monteiro foram atraídos pelos autores para uma fazenda na zona rural de Indianópolis, no dia 25 de março de 2002, quando foram mortos a tiros e enterrados.
Rizzo, que era proprietário de cinco escolas na região, teria desentendimentos com o ex-funcionário devido a uma causa trabalhista de aproximadamente R$ 1 milhão.

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