Juçara Marçal alinha parcerias com Tulipa Ruiz, Douglas Germano e Fernando Catatau no segundo álbum solo


♪ Artista que apresentou em 2014 um dos discos mais impactantes dos anos 2010, Encarnado, Juçara Marçal já iniciou efetivamente o processo de criação e produção do segundo álbum solo dessa cantora e compositora nascida em Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, mas primordialmente associada à cena musical paulistana do século XXI.
Neste segundo álbum solo, Juçara dá mais ênfase à própria produção como compositora. Se a artista assinou somente uma das 12 músicas de Encarnado (Odoyá), o álbum preparado com produção musical de Kiko Dinucci – e por ora previsto para ser lançado em setembro pelo selo carioca QTV – trará repertório majoritariamente autoral, alinhando músicas feitas por Juçara em parcerias com Tulipa Ruiz, Douglas Germano, Fernando Catatau, Ogi, Negro Leo, Rodrigo Campos, Clima e Jadsa.
Guitarrista sobressalente nessa cena, Catatau participa da gravação da música que assina com Juçara. O repertório do disco versa sobre temas como ancestralidade, negritude e racismo, ratificando a politização da artista.
Contudo, antes da feitura das músicas propriamente ditas, Juçara e o produtor Dinucci começaram a construir o álbum a partir de colagens sonoras feitas com sintetizadores e samplers.
A ideia da artista é abordar a música eletrônica fora dos clichês e gêneros já conhecidos, propondo “investigações rítmicas” e buscando diálogo com o pop e a música brasileira.
A nota oficial sobre o álbum afirma que Juçara Marçal procurou criar “edificações” no disco a partir de “lascas, destroços, restos e cacofonias”.