Jorginho e Galhardo, me desculpem, mas o Vasco é muito mais que isso

O Vasco entrou em campo na noite de quinta com a difícil tarefa de reverter um placar de dois gols para se classificar na Sul-Americana. E os quase vinte mil vascaínos em São Januário podem atestar: não faltou vontade e entrega na busca do resultado até o último minuto. Tanto é que, mesmo com a eliminação, a torcida aplaudiu o time no apito final. O suficiente para sair de cabeça erguida? Não, longe disso. O LANCE! analisa.

Logo após os noventa e poucos minutos, o técnico Jorginho e o meia Thiago Galhardo tiveram discurso parecido. Afirmaram que o Vasco dominou o jogo, teve condições de ampliar o placar e a vitória por 1 a 0 foi amarga pelas circunstâncias. Acredito que os leitores concordam. Porém, fizeram questão de levantar uma birra mal explicada e pouco relevante no momento ao rebater um repórter equatoriano que, pelo visto, desdenhou do Vasco no primeiro confronto há duas semanas. Confira.

– Tivemos um domínio completo do jogo. Lembro de uma pergunta pós-jogo de um repórter deles perguntando se aquele era o Vasco. E hoje eles viram quem é o Vasco. Fizemos um gol, poderíamos ter ganho de três ou de quatro. Eles tiveram quatro chutes só – afirmou Jorginho.

– Triste. É uma vitória amarga. por tudo que criamos. Mas avisa para o repórter de lá (do Equador), que perguntou quem era o Vasco. Está aí. Esse é o time que nós somos, jogando dentro e fora de casa da mesma maneira. Hoje tivemos várias oportunidades, eu mesmo tive três e só fiz uma – ressalta Galhardo.

Valorizar a própria atuação é válido, e deve mesmo ser feito. Mas, têm certeza que esse é o Vasco? Uma boa atuação se sobressai ao fato de ser eliminado em casa pela terceira vez no ano, todas na primeira fase? Jorginho e Galhardo, me desculpem, mas o clube é bem mais que isso. Números altos em posse de bola e finalizações podem ser ilusórios, como a Copa do Mundo mostrou recentemente. E ninguém esperava uma postura diferente do time forte fisicamente, mas pouco qualificado tecnicamente da LDU. Vieram para se defender, catimbar e suportar a pressão jogando fechadinho. Faz parte da estratégia. Todos os times podem usar.

– A LDU uma equipe que jogou no contra-ataque e na bola parada. Foi um jogo que teve um domínio completo da nossa equipe, mas infelizmente não revertemos no resultado que precisávamos. Pagamos o preço do terceiro gol lá. Eu vi uma equipe completamente compenetrada – completa o treinador.

Basta lembrar que, em uma decisão mata-mata com ida e volta, o jogo é de 180 minutos. E nos primeiros 90, em Quito, o Vasco também não jogou e passou sufoco. A altitude influencia e muito, claro. Mas a postura naquele confronto não foi a mesma da Colina. A começar pela escalação, quando Jorginho poupou Breno – que sofre com problemas físicos – e entrou em campo sem um centroavante. Correu o risco de ser eliminado lá mesmo. E o grupo, ou pelo menos os dois que concederam entrevista, se apropriou dessa desvantagem para amenizar uma queda em competição internacional, a última chance de título no ano.

– Olhando no olho dos jogadores a gente vê a motivação. Contra o São Paulo, o bicho pegou lá dentro. Não poderíamos tomar aquele gol. Vejo uma equipe que briga, se tiver que xingar, xinga. E eles continuam amigos. Vimos claramente que tínhamos condições de passar – disse Jorginho.

Não é preciso bombardear o adversário de finalizações para perceber que a chance de classificação era real. Nem exaltar a postura do time em uma derrota, quando a entrega deveria ser obrigação e o resultado poderia ser melhor. O treinador ainda exaltou a participação da torcida e jogou no ar que ‘o time ainda pode surpreender muita gente’ no Brasileirão. Brigar por uma vaga entre os seis primeiros não é surpresa; é o que se espera de um clube grande.

Vasco x LDU

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