Johnny Hooker diz que show no Rock in Rio Lisboa vai ser ‘impactante, político e forte’


Cantor pernambucano é atração do festival neste domingo (26), com show de músicas antigas e do novo álbum. ‘Sinto que consigo espaços lá que não consigo no Brasil’, diz ao g1. Quando Johnny Hooker cantou com Liniker no Rock in Rio 2017 era o auge da música “Flutua”. No palco Sunset, eles fizeram uma performance com um beijo que ficou marcada na edição.
Quase cinco anos depois, o cantor pernambucano de 34 anos quer deixar sua marca novamente, mas dessa vez em terras portuguesas.
Hooker é atração do Rock in Rio Lisboa neste domingo (26), mesmo dia de Anitta, Rebecca e Post Malone.
“Nunca imaginei que eu ia tocar uma vez no Rock in Rio, quanto mais duas vezes na minha vida. Estou levando até minha mãe para assistir”, conta ao g1.
Johnny Hooker e Liniker se beijam durante show no Rock in Rio 2017
Fábio Tito/G1
“Espero que a gente dê o nosso recado lá sobre o Brasil, sobre a situação que a gente tá passando, sobre a situação que a comunidade LGBT vive no Brasil. A ideia é que a gente tenha um momento impactante”.
“Que seja um show impactante para os portugueses e que tenha um momento como um beijo na Liniker, que tenha um momento impactante, político e forte também.”
Músicas antigas e novidades
Johnny Hooker canta no Rock in Rio Lisboa neste domingo (26)
Reprodução/Instagram/Johnny Hooker
Hooker deve misturar canções mais antigas da carreira como “Amor Marginal”, “Caetano Veloso” e “Volta” com músicas de “Orgia”, quarto e recém-lançado álbum do cantor.
No novo trabalho, ele canta sobre o sexo e o desejo no Brasil de 2022 em faixas como “Cuba”, “NHAC” e “Amante de Aluguel”.
“É o meu trabalho mais adulto, mais maduro até hoje. Me sinto, finalmente, um adulto.”
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Pop, samba, música eletrônica, flamenco, brega estão presentes no disco em uma mistura que faz sentido dentro do que Hooker já apresentou até aqui.
Relação com Portugal
Hooker comemora a ida à Lisboa para tocar no festival. Antes, ele fez shows em Dublin, Londres, Berlim, Oslo e Paris e a partir de julho deve se dedicar ao show do novo álbum.
“Meu trabalho bomba demais em Portugal, as pessoas amam muito. Sinto que eu consigo espaços lá que eu não consigo no Brasil”, afirma. “Chego lá tem televisão me chamando, vou em todo canto. Eles amam mesmo assim… supervalorizam”.
Situação diferente que Hooker encontra no Brasil. Ele fez um desabafo em maio sobre a dificuldade de furar a bolha e se manter em alta na carreira independente.
“Chega um momento, no Brasil, que você percebe que não adianta, porque o dinheiro que você tem para investir não é o suficiente para fazer sair da bolha.”
“A nossa música pop tem tanto potencial quanto as músicas que estão tocando na rádio, quanto as músicas que estão no Top 50 do Spotify. O que falta é oportunidade”.