John Artis, condenado injustamente por assassinato junto a Rubin ‘Hurricane’ Carter, morre aos 75 anos


Caso inspirou filme ‘O furação’ e canção ‘Hurricane’, de Bob Dylan. Artis era conhecido como ‘o homem esquecido’. John Artis (esquerda) e Rubin “Hurricane” Carter durante chegada ao tribunal, em Paterson, Nova Jersei, em maio de 1967
Anthony Camerano/AP/Arquivo
John Artis, o homem que foi condenado injustamente junto ao boxeador Rubin “Hurricane” Carter por triplo assassinato, morreu aos 75 anos.
Segundo o jornal The Guardian, Artis morreu no dia 7 de novembro após aneurisma de aorta abdominal, em sua casa, em Hampton, Virginia. A informação foi confirmada por Fred Hogan, amigo de longa data de Artis e Carter.
Hogan afirmou que Artis era o “homem esquecido” no caso. Ele ainda afirmou que Carter costumava chamar Artis de seu “herói” pois recusou uma oferta de redução de pena, que comprometeria o boxeador.
A história da dupla inspirou obras como o filme “O furacão” (1999), com Denzel Washington, e “Hurricane” (1975), uma das canções mais famosas e aclamadas de Bob Dylan.
Artis e Carter foram condenados injustamente em 1966 por assassinato em um caso que aconteceu em um bar em Nova Jersey.
Na ocasião, testemunhas disseram que as vítimas, que eram brancas, foram mortas por dois negros. Artis e Carter foram sentenciados a prisão perpétua por um júri formado apenas por brancos. Carter teve sua condenação revogada em 1985. Artis teve sua liberdade condicional anunciada quatro anos antes.
Os dois se mantiveram grandes amigos até a morte do pugilista em 2014.
Segundo o New York Times, Artis aconselhou presidiários no centro de detenção juvenil de Norfolk e trabalhou de forma voluntária em casos de condenação injustas nos EUA e Canadá.
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