João Bosco lamenta morte de Aldir Blanc: ‘Não existe João sem Aldir’


‘Perco o maior amigo, mas ganho, nesse mar de tristeza, uma razão para viver: quero cantar nossas canções até onde eu tiver forças’, escreveu. Aldir Blanc morreu nesta segunda (4). Aldir Blanc e João Bosco recebem o Prêmio Shell de Música durante cerimônia e show realizado no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, em novembro de 2004
Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo
João Bosco, parceiro de longa data de Aldir Blanc, lamentou a morte do cantor e compositor nesta segunda-feira (4).
Eles escreveram juntos sucessos, como “O bêbado e a equilibrista”, “Bala com Bala”, “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, entre outros.
“Peço desculpas aos que têm me procurado hoje. Não tenho condições de falar. Aldir foi mais do que um amigo para mim. Ele se confunde com a minha própria vida”, escreveu Bosco em texto publicado pela equipe no Instagram.
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“A cada show, cada canção, em cada cidade, era ele que falava em mim. Mesmo quando estivemos afastados, ele esteve comigo. E quando nos reaproximamos foi como se tivéssemos apenas nos despedido na madrugada anterior. Desde então, voltamos a nos falar ininterruptamente”, continuou.
“Fomos amigos novos e antigos. Mas sobretudo eternos. Não existe João sem Aldir. Felizmente nossas canções estão aí para nos sobreviver. E como sempre ele falará em mim, estará vivo em mim, a cada vez eu cantá-las”.
Blanc estava internado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio, com Covid-19 e seu quadro de saúde era considerado grave.
Bosco ainda escreveu: “Perco o maior amigo, mas ganho, nesse mar de tristeza, uma razão para viver: quero cantar nossas canções até onde eu tiver forças. Uma pessoa só morre quando morre a testemunha. E eu estou aqui para fazer o espírito de Aldir viver. Eu e todos os brasileiros e brasileiras tocados por seu gênio”.
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