João Bosco e Hamilton de Holanda vão para o samba em álbum em duo


Cantor e músico se juntam em disco gravado em estúdio, como se fosse ao vivo, com músicas rearranjadas para o formato de voz, violão e bandolim. ♪ João Bosco retorna ao mercado fonográfico pouco mais de um mês após ter lançado o álbum Abricó-de-macaco (2020), apresentado em 15 de maio. Desta vez, o cantor, compositor e mineiro volta na boa companhia de Hamilton de Holanda, ás do bandolim de origem carioca e vivência brasiliense.
Tal como Abricó-de-macaco, o álbum Canto da praya – Hamilton de Holanda & João Bosco ao vivo oferece novas abordagens de músicas conhecidas, apresentando áudios extraídos de registro audiovisual filmado em estúdio – no caso, de show feito e captado em 2019 no estúdio Da Pá Virada, na cidade de São Paulo (SP), diante de pequena plateia de convidados, em atmosfera íntima.
Programado pela gravadora Deck para ser lançado na próxima sexta-feira, 26 de junho, o álbum Canto da praya apresenta repertório calcado no cancioneiro de Bosco, mas não totalmente restrito à obra do compositor. Tanto que o samba Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), por exemplo, figura no repertório do disco ao lado de músicas como Incompatibilidade de gênios (João Bosco e Aldir Blanc, 1976), Tiro de misericórdia (João Bosco e Aldir Blanc, 1977), Nação (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1982), Gagabirô (João Bosco, 1984) e Sinhá (João Bosco e Chico Buarque, 2011).
Capa do álbum ‘Canto da praya – Hamilton de Holanda & João Bosco ao vivo’
Divulgação
Todas as músicas foram rearranjadas para o formato de duo, valorizando a interação do bandolim (de dez cordas) de Hamilton de Holanda com o violão peculiar de João Bosco, sendo que o cantor que também dá voz a esse repertório quase todo autoral.
Antes da gravação do disco, Bosco e Hamilton já haviam se apresentado juntos em série de shows intitulado Eu vou pro samba. E, por isso mesmo, o samba norteou a seleção do repertório do álbum Canto da praya.
“A nossa ideia era que o repertório contemplasse o samba. Sempre achamos esse estilo nosso ponto de encontro de ideias musicais e rítmicas. Tínhamos esse repertório básico, mas, na hora dos ensaios, cada um ia lembrando de algo a mais”, relata Hamilton de Holanda.
“O fantástico de estar com o Hamilton é essa liberdade que a gente tem de tocar o que gostamos, queremos e admiramos. Trata-se de um músico extraordinário porque qualquer coisa que você possa colocar uma possibilidade, logo ele chega com seu bandolim e cria coisas muito prazerosas”, joga confete João Bosco.