Inquérito que investiga falsa biomédica é encaminhado à Justiça pela Polícia Civil de Divinópolis


Ela poderá responder por falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Mulher de 46 anos está presa no Presídio Floramar. Mulher é presa acusada de se passar por biomédica em Divinópolis
O inquérito que investiga uma mulher, de 46 anos, que se passava por biomédica foi concluído nesta segunda-feira (26) e encaminhado à Justiça pela Polícia Civil de Divinópolis. Segundo a polícia, Carla Almeida aplicava soro dizendo ser toxina botulínica, conhecida como botox. Outras vítimas procuraram a polícia após a exibição da reportagem pelo MGTV, segundo a delegada responsável pelo caso, Adriene Lopes.
O G1 tentou contato com a defesa da falsa biomédica, mas a delegada informou que, durante o inquérito, nenhum defensor apareceu na delegacia para representar a falsa biomédica. Adriene acredita que, a partir de agora algum, advogado deve assumir o caso ou ser designado pela Justiça.
Pelas redes sociais, ele dizia ser pós-graduada em biomedicina estética
Rede Social/Reprodução
O caso
A delegada Adriene Lopes disse que Carla Almeida está no Presídio Floramar, em Divinópolis. Ela está detida desde o dia 17 de março, quando foi feito o flagrante, na Rua Castro Alves, no Bairro São José, e solicitada a prisão preventiva da falsa biomédica.
“Recebemos a denúncia no dia 16 de março e no dia seguinte fomos ao apartamento dela. No local a flagramos em atendimento a uma paciente”, contou.
Segundo a delegada, Carla atendia no local há um ano e foram encontradas provas do exercício irregular da profissão de biomédica. “No local encontramos flaconetes contendo soro e ela aplicava nas pacientes como se fosse toxina butolínica”.
Frascos contendo soro, que eram aplicados como botox, foram apreendidos
Reprodução/TV Integração
Pelas redes sociais, a falsa biomédica, que chegou a atender em clínicas conhecidas na cidade, divulgava que era habilitada em cosmetologia, pós-graduada em biomedicina estética e tinha especialização internacional em tratamentos invasivos.
Para não levantar suspeitas, usava o registro de uma biomédica na cidade de Aracaju. A suspeita pode responder por exercício ilegal de medicina e falsidade ideológica com pena de até cinco anos de prisão.
Adriene Lopes informou ao G1 que seis vítimas da falsa biomédica haviam sido identificadas. Uma paciente chegou a ter complicações em um procedimento e precisou ser levada para um Hospital.
“Além destas que já prestaram depoimento, tem uma outra aguardando para depor nesta terça-feira (27). Ao todo já temos sete vítimas e o número pode ser maior, por isso a importância de mostrar a foto dela para que mais vítimas apareçam”, revelou.
Ainda de acordo com a delegada, a mulher tinha sido investigada por estelionato em Divinópolis.
Pacientes eram atendidas no partamento da suspeita no Bairro São José
Reprodução/TV Integração

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