Inflação sobe menos que esperado nos EUA em junho

Mas tendência ainda aponta para aumento constante das pressões inflacionárias que podem manter o BC dos EUA na trajetória de aumentos graduais da taxa de juros. Os preços ao consumidor dos Estados Unidos registraram leve alta em junho, mas a tendência continua apontando para um aumento constante das pressões inflacionárias que podem manter o Federal Reserve (BC dos EUA) na trajetória de aumentos graduais da taxa de juros, segundo a Reuters.
O Departamento de Trabalho informou nesta quinta-feira (12) que o índice de preços ao consumidor subiu 0,1%, uma vez que os aumentos do preço da gasolina se moderaram e os preços de vestuário caíram. O índice subiu 0,2% em maio.
Nos 12 meses até junho, o índice avançou 2,9%, maior alta desde fevereiro de 2012, contra 2,8% em maio.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, a inflação subiu 0,2%, igualando o avanço de maio. Isso elevou o aumento anual do chamado núcleo do índice de preços ao consumidor para 2,3%, o maior aumento desde janeiro de 2017, ante 2,2% em maio.
Economistas consultados pela Reuters projetavam que tanto a inflação quanto o núcleo subiriam 0,2% em junho.
O Fed acompanha uma medida de inflação diferente, que atingiu a meta de 2% do banco central dos EUA em maio pela primeira vez em seis anos. Os economistas esperam que o índice PCE excluindo alimentos e energia ultrapasse sua meta.
Um aperto no mercado de trabalho e o aumento dos custos das matérias-primas deverão elevar a inflação até o próximo ano. A indústria está enfrentando custos de insumos cada vez maiores de insumos, em parte devido às tarifas impostas pelo governo norte-americano às importações de madeira, alumínio e aço.
Até agora, eles não repassaram esses custos mais altos para os consumidores. Autoridades do Fed indicaram que não estariam muito preocupadas com a inflação ultrapassando sua meta. O Fed elevou a taxa de juros em junho pela segunda vez este ano e prevê mais dois aumentos de juros antes do fim de 2018.